Meta na sua cabeça

27/7/2012 - Pegação: Skinheads gays e o que fazer quando a camisinha estourar; assista!
   

Skinheads de um lado e gays do outro? Esqueça isso! A 14ª edição do programa Pegação fala de um site dedicado à moda skinhead que tem uma pegada gay. E isso não é absurdo. Em muitas cidades europeias há festas gays específicas para integrantes dessa tribo. E você pode entrar nessa moda!

A dúvida sobre sexo seguro esclarecida no programa trata-se do que fazer se a camisinha se romper. A especialista explica que de 4 a 72 horas depois do fato deve-se procurar um serviço médico para fazer a chamada profilaxia pós-exposição. A eficácia do método é de praticamente 100% contra o HIV, evitando a infecção.

No quadro "Playground", a dica vai agradar e muito aos fistees (quem recebe uma ou duas mãos no ânus)!

26/7/2012 - Repórter do TV Fama e jogador de polo ficam peladões em calendário; vem ver!
   

O A Capa já tinha contado aqui sobre o projeto "Nus Para o Bem". Vários famosos estão exibindo seus corpos (e que corpos!) nas páginas do calendário beneficente.

Toda a renda arrecada com a venda será revertida para ONGs que oferecem apoio para crianças portadoras do vírus HIV.

O Mister Brasil Lucas Malvacini e o ex-BBB Kadu Parga foram os primeiros a terem os seus cliques divulgados.

Agora chegou a vez de Franklin David e Alessandro Mosconi. Franklin é o loirão repórter do "TV Fama", da Rede TV. "Acho essa ação muito bacana, tiraria a roupa quantas vezes fosse preciso para ajudar crianças com HIV", disse o gato.

Já Mosconi é bicampeão Sul Americano de Polo Aquático. Os moços foram fotografados por Pedro Colon. O lançamento do calendário está previsto para novembro em São Paulo. A venda será pela internet e nas principais livrarias do país.


Franklin David


Alessandro Mosconi



26/7/2012 - Pesquisa da Secretária do Estado afirma que 70% dos gays de São Paulo já sofreram agressão
   

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, realizada no centro da cidade, apontou que 70% dos homossexuais, dos 1.217  entrevistados, já sofreram algum tipo de agressão na capital paulista.

No total, 62% disseram ter sofrido agressões verbais. Já 15% declararam ter sofrido agressão física e outros 6%, violência sexual.
Chamado “Sampacentro”, o estudo abordou homens em 92 lugares, entre casas noturnas, saunas, cinemas e na rua, entre os meses de novembro de 2011 e janeiro de 2012.

Os entrevistados que participaram da pesquisa residem no Estado de São Paulo, são maiores de 18 anos e já tiveram relação sexual com um homem. Em sua maioria, são jovens entre 18 e 24 anos (30%) e 25 a 34 anos (38%).

“Não existem leis que criminalizem a homossexualidade. No entanto, existem leis estaduais e municipais que proíbem o preconceito e a discriminação por orientação sexual. É inaceitável que ainda assim os homossexuais continuem relatando tanta violência”, declara Paulo Roberto Teixeira, da coordenação do programa Estadual DST/Aids.

Dos 1.217 participantes, 776 deles concordaram em realizar o teste para diagnóstico do HIV. Destes,  dos 16% tiveram o resultado positivo para o vírus da Aids.

“É importante que os jovens homossexuais tenham abordagens novas e originais para engajarem a si mesmos em práticas de sexo seguro. Dessa forma, o exercício da cidadania e a luta contra o preconceito e a discriminação são duas questões básicas que devem ser vinculadas ao trabalho de educação em saúde sexual e prevenção das DST/HIV/Aids”, finaliza Teixeira.

Em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a pesquisa “Sampacentro” contou com financiamento do Programa Pesquisa para o SUS, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
 

24/7/2012 - George Michael afirma que nunca mais fumará maconha
   

Em entrevista à GaydarRadio, no Reino Unido, o cantor George Michael disse que está retornando de sua luta pela vida com um álbum alegre porque os gays "têm muitas coisas para comemorar".

Michael foi hospitalizado no final de 2011, em Viena, na Áustria. Na ocasião, o cantor teve que cancelar shows de sua turnê para tratar de uma forte pneumonia e foi submetido a uma traqueotomia. No hospital, os médicos "o estavam mantendo vivo", afirmou.

De acordo com o site do jornal Daily Mail, o cantor também declarou que nunca mais voltará a fumar maconha. Segundo o site, ele tomou essa decisão justamente depois da internação.

"George não fuma desde que ficou doente. Isso para ele acabou. Agora, está mais lúcido do que nunca e só quer saber de trabalhar duro. Ele está tratando cada novo dia de vida como um presente", disse um amigo próximo do cantor.

Vale lembrar que, em 2010, George Michael foi condenado a oito semanas de prisão por dirigir bêbado e ter admitido o uso de maconha. O incidente resultou em uma batida de carro, um Range Rover, numa loja do bairro de Hamstead, em Londres.

Sobre "White Light", clipe recém lançado pelo cantor, e a leveza da música de seu novo álbum, ele comentou à rádio: "Há tantas pessoas na comunidade [gay] que têm passado por momentos terríveis, seja por se assumirem, seja por seu diagnóstico de HIV, qualquer coisa [e] há tantas coisas que os gays têm a comemorar esses dias. Acho que [o single] ecoa isso em muitos de nós".

Sobre as cicatrizes que agora exibe devido à traqueotomia, o cantor declarou: "Não acho que isso mude você como pessoa. Tenho uma cicatriz de traqueotomia lá. Isso realmente me incomodou por um tempo, e eu estava pensando 'bem, talvez eu devesse fazer alguma coisa a respeito'. Sei que dá para se submeter a um tratamento para a cicatriz, mas depois pensei [...] que, cada vez que eu olho pra ela, ela me lembra que eu tenho sorte de estar vivo. Então, decidi mantê-la".

Trabalhando duro, mas com perspectiva de descanso. À GaydarRadio, o cantor declarou que "pegará mais leve" no próximo ano: "Fiz uma promessa a mim mesmo de pegar mais leve no ano que vem e começar a curtir um tempo com meu novo e adorável namorado... Bom, não é novo... Temos oito ou nove meses agora - o que, na comunidade gay, equivale a cerca de cinco anos!".

23/7/2012 - Mais de 2,7 mil estrangeiros ficarão sem tratamento para o HIV na Espanha, diz jornal
   

Sinal vermelho para os imigrantes irregulares na Espanha. A partir de 1º de setembro, devido às disposições do Real Decreto-Lei 16/2012, de 20 de abril de 2012, todos aqueles que residam ilegalmente no país não terão mais direito a assistência no Sistema Nacional de Saúde - equivalente ao nosso SUS -, exceto em caso de urgências.

A decisão preocupa pela vulnerabilidade que será imposta aos estrangeiros portadores do HIV em território espanhol e que estejam em situação irregular, segundo reportagem de hoje do jornal El País: a partir de setembro, eles não terão mais acesso à medicação antirretroviral, o que equivale a uma sentença de morte, ainda segundo o jornal.

O Grupo de Estudo da Aids (Gesida, na sigla em espanhol) e a Sociedade Espanhola de Enfermidades Infecciosas e Microbiologia Clínica (SEIMC) calculam que existam entre 2,7 mil e 4,6 mil estrangeiros nessa situação na Espanha. O aumento da mortalidade é a primeira das consequências previstas.

As entidades, no entanto, vão além e alertam para mais problemas. Segundo elas, haverá prejuízo econômico e sanitário com a medida, pois, além do aumento da mortalidade entre portadores do HIV, deverá haver aumento do número de doenças oportunistas e de internações, da transmissão do vírus e de outras doenças infecciosas, como a tuberculose, na população em geral e maior probabilidade de transmissão do HIV de mãe para filho. As entidades calculam que de 324 a 580 novos casos ocorrerão no espaço de um ano.

O Real Decreto-Lei foi publicado a fim de garantir a sustentabilidade do Sistema de Saúde na Espanha, país que enfrenta uma das piores crises econômicas da zona do euro. As medidas permitirão, segundo o governo, uma economia entre 12,2 e 21,8 milhões de euros, mas, para a Gesida e o SEIMC, é um dado irreal. Segundo as entidades, devido aos efeitos colaterais, os custos de atenção à saúde a médio e longo prazos vão piorar.

A ministra da Saúde espanhola, Ana Mato (foto), chegou a sugerir que as ONGs (organizações não governamentais) assumissem o tratamento dos estrangeiros em situação irregular, mas, para as entidades, isso não é viável, já que, por ser complexa, o manejo da infecção pelo HIV/Aids deve ser feito em hospitais.

20/7/2012 - Entre gays e lésbicas, Jogos Olímpicos de Londres terão 20 atletas assumidos; confira a lista!
   

Vinte. Esse é número de atletas gays, lésbicas e bissexuais assumidos que competirão nos Jogos Olímpicos de Londres, que começam na próxima sexta-feira, dia 27. A contagem foi feita pelo site OutSports.com. Apenas três são homens: Matthew Mitcham (foto), Carl Hester e Edward Gal.

O número ainda é muito baixo, sobretudo levando em conta a quantidade de atletas presentes nos jogos, mas é superior ao verificado nas Olimpíadas de Atenas (onze) e Pequim (dez).

Além dos 20 atletas olímpicos, há dois paraolímpicos e mais duas técnicas. Confira a lista abaixo.

Atletas:
- Matthew Mitcham (Austrália, saltos ornamentais)
- Edward Gal (Holanda, hipismo)
- Lisa Raymond (EUA, tênis de duplas)
- Judith Arndt (Alemanha, ciclismo)
- Seimone Augustus (EUA, basquete)
- Imke Duplitzer (Alemanha, esgrima)
- Megan Rapinoe (EUA, futebol)
- Marilyn Agliotti (Holanda, hóquei sobre a grama)
- Carl Hester (Reino Unido, hipismo)
- Carlien Dirkse van den Heuvel (Holanda, hóquei sobre a grama)
- Mayssa Pessoa (Brasil, handebol)
- Rikke Skov (Dinamarca, handebol)
- Maartje Paumen (Holanda, hóquei sobre a grama)
- Natalie Cook (Austrália, vôlei de praia)
- Alexandra Lacrabère (França, handebol)
- Jessica Landström (Suécia, futebol)
- Hedvig Lindahl (Suécia, futebol)
- Lisa Dahlkvist (Suécia, futebol)
- Carole Péon (França, triatlo)
- Jessica Harrison (França, triatlo): Carole e Jessica são namoradas.

Técnicas:
- Pia Sundhage (EUA, futebol)
- Hope Powell (Reino Unido, futebol)

Paraolímpicos:
- Lee Pearson (Reino Unido, hipismo)
- Claire Harvey (Reino Unido, vôlei)
 

20/7/2012 - Canadá: casal gay ganha processo contra hospedaria de proprietários cristãos
   

Para operar um negócio, é preciso estar em conformidade com a lei, apesar das crenças pessoais dos proprietários. Esse foi o entendimento do Tribunal de Direitos Humanos da província da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Em 2009, o casal gay Shaun Eadie e Brian Thomas (na foto, à esq. e dir., respectivamente) tentou fazer uma reserva em um "bed and breakfast" - tipo de pequeno estabelecimento que oferece pernoite e café da manhã, geralmente atrelado ou funcionando em uma residência particular -, na cidade de Grand Forks, mas foram barrados por serem gays.

Inicialmente, Eadie conseguiu fazer reserva para dois no hoje fechado Riverbend Bed and Breakfast, de propriedade de Susan e Les Molnar, mas Susan ficou preocupada se se tratava de um casal gay. O marido, Les, ligou de volta e, após confirmar que os dois eram gays, cancelou a reserva. Thomas e Eadie, então, processaram os proprietários.

Os Molnar, que são cristãos, argumentaram que estavam protegidos pela liberdade de religião e que a homossexualidade é incompatível com suas crenças. Além disso, dividiam o lucro com a Igreja Menonita e usavam o espaço do bed and breakfast também para encontros de oração, de maneira que simplesmente gostariam de manter o casal gay afastado de sua casa.

O tribunal, no entanto, considerou na sentença emitida nesta terça-feira (17) que o estabelecimento era separado da área onde os Molnar viviam. Além disso, como os dois operavam o bed and breakfast como um negócio, era necessário que cumprissem as leis que proíbem a discriminação com base na orientação sexual. Susan e Les foram condenados a pagar cerca de 4.500 dólares canadenses ao casal gay, que, ainda segundo o tribunal, sofreram "indignidade e humilhação" com o cancelamento da reserva.

19/7/2012 - Cinema e DVD: Filme "Amores Possíveis" mostra a relação da mulher com o ex-marido gay
   

Não é só de favela e sertão que vive o Cinema da Retomada. As comédias românticas ganharam bastante força com o retorno das produções nacionais nos anos 90 no Brasil, após um período de obscurantismo durante a posse do midiático ex-presidente Fernando Collor de Mello, que quase zerou a produção cinematográfica nacional, esta, que ganharia forças apenas nos idos de 1994.

De forma descontraída, Amores Possíveis narra três histórias diferentes, todas protagonizadas com maestria pelo competente e atraente Murílio Benício. Com direção de Sandra Werneck, o filme surge após anos de consolidação da carreira como documentarista competente e a sua primeira ficção Pequeno Dicionário Amoroso, um sucesso de crítica e bilheteria protagonizado pelos excelentes Andrea Beltrão e Daniel Filho.

O primeiro ângulo a iluminar é o direcionamento da nossa abordagem aqui: das três histórias narradas, o nosso foco vai para o personagem gay, que após o casamento com uma mulher, abandona-a por um dos amigos do baba da semana. Pois é, tendo em mira este núcleo, inferimos logo inicialmente que o bom desenvolvimento narrativo desta personagem está na atuação do ator protagonista. Murilo Benício consegue dar bastante dignidade ao papel, de forma bastante carismática e agradável. A direção competente de Sandra Werneck também colabora. E claro, a parceria com a igualmente habilidosa Carolina Ferraz.

Amores Possíveis, nas palavras do roteirista Paulo Halm, é um filme que fala de possibilidades. O ponto de partida da narrativa é um desencontro. Carlos e Júlia marcam de ir ao cinema, mas ela não aparece. Desse desencontro são deslanchadas três possibilidades para o rumo de ambos.
Pai de Lucas, Carlos (Murilo Benício) é ex-marido de Julia (Carolina Ferraz). Após alguns anos de casamento, Carlos mantém um relacionamento sério com Pedro (Emilio Esteves).

Júlia, amarga com a separação e com o fato do marido dormir com outro homem, deseja as piores coisas para o relacionamento dos dois rapazes e ainda recomenda cuidado ao filho, orientando-o a manter distância do parceiro de Carlos. Logo de cara, somos apresentados a um dos estereótipos mais infames em relação aos homossexuais: perversão sexual e pedofilia. A homossexualidade vista como um desvio que corrompe o comportamento do individuo.

Há uma cena interessante em que a amiga de Júlia alega que todo este ódio é no fundo grande amor nutrido pela moça. Elas decidem sair para passear e desanuviar em um bar. Ao chegar, encontram Carlos e Pedro. Tentando uma reaproximação, Carlos e Júlia dançam juntos na pista de dança. A canção Me dê motivo, interpretada por Tim Maia surge e rege esta cena, provocando uma sensação estranha em Carlos.

Ainda estaria apaixonado por sua ex-mulher? Seria realmente homossexual? Entre dúvidas que o levam inclusive a beija-la e cultivar, mesmo que rapidamente voltando atrás, a esperança de um possível retorno ao casamento de antes, Carlos não abre mão do seu relacionamento com Pedro e ambos terminam o tempo fílmico. A direção, claro, tentou estampar a cena do reencontro e as situações de uma maneira que o desfecho não fosse tão óbvio e previsível.

Amores Possíveis não é um filme grandioso. Para o sucesso da narrativa, a diretora conta com o seu elenco, bem afinado. Sandra Werneck conta com a cumplicidade dos mesmos, em atuações contidas, ainda que emocionantes. Sendo assim, define-se como uma narrativa bastante simpática. A direção musical é de Joaquim Nabuco e a canção Dueto, interpretada por Zizi Possi e Chico Buarque, com arranjo do cuidadoso Luiz Claudio Ramos, é o tema central do filme.

Segundo Murilo Benício, o seu personagem gay é o mais maduro de todos. Na primeira história, temos um homem dividido entre a estabilidade de uma vida segura e o casamento morno e padronizado. É um personagem conformista. Na segunda, o homossexual Carlos colocou a paixão acima de tudo. Não é pelo fato do personagem ser gay que a história é mais interessante, mas a maneira como conduzido tanto pelo roteiro como pelo ator, tornaram-lhe mais coeso e coerente com a proposta do filme. Neste caso, é um personagem transgressor.

No terceiro, Carlos interpretado por Benício, há o descompromissado rapaz que vive na cola da mãe. O elo mais fraco do enredo, um rapaz que busca em desastrosas experiências a mulher ideal. Eis o personagem idealizado.

Murilo Benício: competente e atraente? Sim. Os adjetivos que acompanham o nome do ator são necessários para caracterizar a produção que ainda traz o excelente Walter Carvalho na direção de fotografia: competente pelo fato de transitar bem nos três papéis que desenvolve em pouco mais de 90 minutos de filme. Atraente pelo fato de ser bastante magnético em cena, fazendo-nos deliciar-se com a sua versatilidade presente não apenas na performance, mas em cada parte do seu corpo que surge num retirar de camisa ou no belo sorriso expressado pelo moço. A sua presença em cena é charmosa e espontânea.

A relação com o ex-marido gay no filme é apresentada de forma bastante bélica. Toda vez que se encontram, parece estar em estado de guerra. Na verdade, Carlos quase não reage aos ataques de Júlia, que numa cena, diz "rezar para que ele transe sem camisinha e pegue AIDS". Com 98 minutos de duração, Amores Possíveis tem roteiro assinado por Paulo Halm e uma linguagem técnica bem interessante. Para cada núcleo, os envolvidos no projeto criaram uma abordagem: enquadramento e direção de arte diferenciada, criando a sensação de singularidade para cada história. Um bom filme. Inofensivo e exercício de ficção que foge dos padrões.

"Amores Possíveis" - Disponível em DVD.

*Leonardo Campos escreve quinzenalmente neste espaço sobre cinema e lançamentos em DVD. É pesquisador em cinema, literatura e cultura da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor de literatura.

20/7/2012 - Austrália libera vacina contra o HPV para garotos; gays estão entre os mais vulneráveis
   

Reproduzindo a boa experiência da disponibilização da vacina contra o HPV em meninas, a Austrália decidiu ampliar o público e incluir os garotos no Programa Nacional de Imunizações, anunciou o governo do país no último dia 12. Será o primeiro país do mundo a tomar essa medida.

Pela decisão, que deve começar a valer já no ano que vem, garotos de 12 e 13 anos de idade deverão receber a vacina contra o papilomavírus humano. A proposta é que o programa seja levado às escolas, o que deverá diminuir o risco de infecções entre gays, segundo noticiou o site PinkPaper.com.

O HPV está ligado ao aparecimento de verrugas genitais, causando um quadro popularmente conhecido como "crista de galo", e possui subtipos intimamente relacionados aos cânceres de colo de útero, de pênis e anal. Gays estão entre os grupos mais vulneráveis ao vírus, que não pode ser totalmente evitado pelo uso da camisinha.

A ministra da saúde australiana, Tanya Plibersek, declarou que "todo pai e mãe quer que seu filho seja saudável, e é por isso que o governo australiano está entregando a melhor proteção que possuímos contra o HPV relacionado ao câncer, por meio desta vacina".

Na Austrália, o programa de vacinação, que já inclui as meninas, tem reduzido significativamente o número de lesões que progridem para o câncer cervical, ainda segundo a ministra. Com a inclusão dos garotos, estima-se que um quarto do total de novas infecções serão evitados.

Mês passado, no Reino Unido, a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV solicitou que a vacina contra o HPV seja administrada livremente em gays, como já acontece com a de hepatite B no Brasil. A proposta recebeu o apoio de vários deputados e da organização Terrence Higgins Trust, que leva o nome de um dos primeiros pacientes a falecer de complicações relacionadas à Aids no país, em 1982.

Em outubro de 2011, o Comitê Assessor sobre Práticas de Imunização (ACIP, na sigla em inglês), do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomendou que a vacina seja administrada em meninos entre 11 e 12 anos. O uso entre meninas é recomendado desde 2006, inclusive no Brasil.
 

19/7/2012 - EUA: relatório afirma que gays negros são mais vulneráveis ao HIV
   

"É a pior epidemia em todo o mundo desenvolvido, e uma epidemia que rivaliza com grande parte do mundo em desenvolvimento". Foi com essas palavras que Phil Wilson, presidente e chefe executivo do Black AIDS Institute, analisou a vulnerabilidade dos gays e bissexuais negros ao HIV nos Estados Unidos.

Um relatório intitulado Back of the Line: The State of AIDS Among Black Gay Men in America (Atrás da Linha: O Estado da Aids entre Gays Negros na América), lançado às vésperas da 19ª Conferência Internacional de Aids, que se inicia no próximo dia 22, e produzido pela própria Black AIDS Institute, mostra que a prevalência do HIV entre gays negros é duas vezes maior que entre os brancos nos Estados Unidos, segundo a agência de notícias AFP.

Além disso, gays e homens bissexuais negros têm sete vezes mais chances de possuírem HIV sem dignóstico em comparação com gays não negros - e também são menos propensos a estarem vivos três anos depois de serem diagnosticados com Aids quando comparados com gays ou bissexuais brancos ou latinos.

Para Phil Wilson, gays e homens bissexuais negros "ainda estão sendo devastados pelo HIV e pela Aids". O ativista também atacou os grupos organizados gays tradicionais, que, segundo ele, não têm prestado a devida atenção ao assunto.

No Brasil, pesquisas como as realizadas pela Associação Cultural de Mulheres Negras, Unicamp e fomentadas pelo próprio Ministério da Saúde também têm mostrado uma maior vulnerabilidade da população negra e parda ao HIV, o que, por sua vez, tem relação com a maior vulnerabilidade social desse segmento.
 

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