Meta na sua cabeça

1/9/2008 - DC Cowboys
   

Os integrantes do grupo de dança norte-americano DC Cowboys resolveram se promover de uma maneira inusitada, e por assim dizer, bem sexy.

Eles posaram nus para um calendário beneficente, cujas fotos foram feitas na ilha de St. Maarten, no Caribe. Parte do dinheiro arrecadado com a venda das folhinhas será doada para a Fundação Paul Malerba, de luta contra a Aids.

Fundado em 1994, o grupo DC Cowboys conta com 20 integrantes, todos homens e voluntários, que se apresentam em festivais e paradas gays nos Estados Unidos. O trabalho da companhia mistura dança contemporânea e música country com o estilo sexy dos go-go boys de clubes noturnos.

Para saber mais sobre o grupo acesse www.dccowboys.org. No site, é possível ler as biografias dos dançarinos e comprar diversos produtos referentes ao grupo.

Para assistir ao making of do calendário "Wet & Wild 2009" clique aqui.

1/9/2008 - Cabo Frio se prepara para a 5ª edição do Cabo Free
   

Uma super programação foi preparada para comemorar os 5 anos do Grupo Cabo Free. O evento, que faz sua 5ª edição e foi premiado pelo Ministério da Cultura como melhor evento cultural LGBT do Brasil, começa nesta terça-feira (2) e só termina no dia 10.

O Charitas - Centro Cultural José de Domi - será o palco da Cerimônia de Abertura às 20h, com a presença de vários importantes líderes do Movimento LGBT nacional. No mesmo local, durante todo o dia na quarta e na quinta-feira, acontecerão oficinas, mostras de vídeo e palestras sobre prevenção às DST/Aids e outros temas.

Destaque para a Oficina "Educação e Diversidade", oferecida pelo professor Alexandre Bortolini da UFRJ, que visa capacitar educadores para a questão da homossexualidade. Outra palestra que promete polêmica acontece na quinta-feira, às 15h, e traz como tema a Lei Nacional de Adoção. Para compor a mesa a Dra. Márcia Costa (Especialista em Direito LGBT), a Presidente do Grupo de Apoio à Adoção em Cabo Frio, Mônica de Melo Barbosa, e um casal de lésbicas que adotou dois filhos em Cabo Frio.

Além disso, o evento trará novidades este ano como a "Entrega do Prêmio Cabo Free Pelo Respeito à Diversidade", que vai reunir no Teatro Municipal artistas, entidades e personalidades que contribuíram com o combate a discriminação na região nesses últimos 5 anos e que serão homenageados pelo Grupo Cabo Free. Outra novidade é o "Encontro Cabo Free com as Lésbicas", que reunirá na Pousada Vila West, na sexta-feira (5), representantes do Movimento Lésbico Nacional para uma programação que inclui poesia, música e vídeo.

Para o final de semana os destaques são a tradicional "Beach Party" e o "Concurso Beleza Drag", que acontecerão juntos no sábado, às 14h, no Quiosque Navegantes, na beira da mais bela praia de Cabo Frio. A festa arrecadará alimentos não perecíveis para o Lar Esperança.

E no domingo (7) é a vez da 4ª Parada do Orgulho LGBT de Cabo Frio. Para quem ainda tiver fôlego o 5º Cabo Free se estende até os dias 8 e 9 com a peça "Sex in the Siso", estrelada pelas hilárias Eddylene Água Suja e Monayra Manon.

Para mais informações sobre a programação acesse www.cabofree.com.br.

2/9/2008 - Lésbicas são vulneráveis ao HIV?
   

No Dia da Visibilidade Lésbica resolvi retomar minha coluna com a segunda parte do artigo "A Aids e as Lésbicas", mas também para abraçar todas nós que, apesar de vivermos numa sociedade machista, heterossexista e androcêntrica, nos faz vitoriosas e guerreiras!

Retornei da XVII Conferência Internacional sobre Aids no México há quinze dias e neste período, após desarrumar as malas, matar as saudades da minha companheira e de casa, fiquei pensando nas coisas que escutei por lá e no meu compromisso com as respostas.

Na Conferência pouco ou quase nada se falou sobre Aids e lésbicas, me parece que este é um assunto de pouco interesse para os ativistas que estão na luta contra o HIV/Aids. Claro que isso tem certo sentido, afinal, não aparecemos nas estatísticas oficiais.

Por hora, cabe relatar que a única sessão que teve uma lésbica na Conferência foi a que falava sobre o HIV e a violência contra as mulheres. Na mesa havia ativistas que atuavam nos quatro cantos do mundo. A lésbica veio da África, de Zimbábue, e a coordenadora da mesa logo de cara já ressaltou sua coragem em trabalhar com esta população.

Patiente - esse era o nome dela - nos contava que seu trabalho no Zimbábue se dá não só com as lésbicas, mas também com mulheres bissexuais e transexuais e que lá essas mulheres lutam para viver, visto que há um grande índice de mulheres espancadas, assassinadas e violentadas pelo fato de serem lésbicas - muitas delas, inclusive, contraíram o vírus HIV.

Patiente falou também que naquele país, ser lésbica é sinônimo de ser "marcada para a morte". O que nos aproxima, então, do Zimbábue?

Você deve estar pensando: "Pera lá, Irina, aqui no Brasil é difícil, nossos pais não aceitam, mas aqui nós não somos marcadas para morrer!" Foi o que também pensei num primeiro momento.

Mas ao retornar a um passado nem tão distante, encontrei nos arquivos do CFL - Coletivo de Feministas Lésbicas um trabalho que foi feito por Marisa Fernandes. Trata-se de um dossiê sobre assassinatos de lésbicas no Brasil, e detalhe: isso ocorreu há menos de 20 anos. Se analisarmos os arquivos do GGB - Grupo Gay da Bahia poderemos observar que ser lésbica em Anápolis, Goiás, é ser "marcada para morrer", dado o alto número de assassinatos que já aconteceram nessa cidade.

E hoje, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, me lembrei que a data não surgiu para comemorarmos, mas sim para darmos vozes a todas nós mulheres lésbicas contra a violência, contra a falta de políticas públicas, contra o Estado que insiste em não nos ver, contra a sociedade que quer normatizar nossa sexualidade. Por isso, por hoje, pelas lésbicas de Zimbábue, pelas nossas companheiras que foram assassinadas no Brasil, não se cale, grite, denuncie, viva e seja feliz.

Mas, voltando ao meu tema principal, as palavras de Patiente me fizeram refletir que nós lésbicas somos vulneráveis ao HIV por uma série de razões, que não necessariamente estão exclusivamente ligadas às nossas práticas sexuais.

Importante frisar que há um número significativo de lésbicas com vaginoses (desequilíbrio da flora vaginal) - alguns estudos nos remetem há algo em torno de 33% - e isso é porta de entrada a várias outras DSTs. Alguns outros estudos americanos, ao investigarem as floras vaginais das companheiras lésbicas, encontraram as mesmas bactérias, o que leva a crer que a excessiva troca de secreções durante as relações sexuais entre mulheres é um importante fator de risco às doenças sexualmente transmissíveis.

Nós lésbicas somos vulneráveis ao HIV por diversos fatores, pelo uso de drogas, em relações não consensuais, vítimas de violência sexual, como trabalhadoras do sexo, em relações eventuais com homens, enfim, há várias maneiras e por isso é preciso desmistificar o fato de que nossa lesbiandade é fator de proteção ao HIV e de que somente essa nossa condição nos tornará imunes ao vírus.

Portanto, lésbicas são sim vulneráveis ao HIV. Cuide-se e até a próxima!

* Irina é ativista e consultora do Programa Nacional de DST/Aids para o Projeto Chegou a Hora de Cuidar da Saúde para mulheres Lésbicas, Bissexuais e outras mulheres que fazem sexo com mulheres.

28/8/2008 - I Love You Phillip Morris
   

O blog JimCarreyOnline divulgou esta semana uma imagem protagonizada pelos atores Jim Carrey e Ewan McGregor que está sendo considerada como a primeira foto oficial do filme "I Love You Phillip Morris", previsto para estrear no primeiro semestre de 2009 nos Estados Unidos.

No longa, Jim Carrey interpreta Steven Russell, pai de família que acaba na prisão e se apaixona por Phillip Morris (Ewan McGregor), seu companheiro de cela. Quando Morris é posto em liberdade, Russell tenta fugir por quatro vezes de uma cadeia no Texas, utilizando métodos engenhosos, como fingir que morreu de Aids ou falsificar o atestado de óbito.

O elenco conta também com o ator brasileiro Rodrigo Santoro, que para fazer laboratório de seu personagem freqüentou um bar gay de Miami e foi visto no set de filmagens de braços dados com Jim Carrey.

"I Love You Phillip Morris" é baseado em biografa escrita por Steve McVicker, repórter criminal do jornal "Houston Chronicle".

Veja a foto ampliada no álbum acima!

27/8/2008 - Deputada homenageia o Dia da Visibilidade Lésbica
   

Na próxima sexta-feira (29), a deputada distrital Érika Kokay promoverá Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a partir das 15h. A data - 29 de agosto - marca o início do primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, o SENALE, ocorrido em 1996 na cidade do Rio de Janeiro, reunindo cerca de 100 mulheres lésbicas e bissexuais de todo o país.

"Ainda em 2008, as lésbicas lutam pelo seu espaço nas esferas de elaboração de políticas públicas, buscando ser contempladas como cidadãs de direitos. O machismo impregnado nos 508 anos da história do Brasil, aliado à cultura da heterossexualidade branca e classista, reserva às mulheres lésbicas e bissexuais um lugar à margem da sociedade, em plena era de globalização e 'desenvolvimento social'. Para nós, mulheres lésbicas e bissexuais, não há política de saúde, educação, emprego e renda, cultura, capacitação profissional, nem mesmo de prevenção a DST e Aids - só para citar alguns exemplos de exclusão e desigualdade", observa Jandira Queiroz, militante da Sapataria - Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF.

Este mês, a Sapataria e o Coturno de Vênus, duas das mais importantes entidades de lésbicas organizadas do Distrito Federal, promoveram uma ampla programação de debates políticos e eventos culturais com o objetivo de promover a cidadania e a visibilidade lésbica. A programação termina no próximo domingo (31), quando será realizada a IV Parada Lésbica, que traz como tema "Mulher com Mulher dá: Política".

12/8/2008 - Curitiba sedia II Seminário Paranaense de Lésbicas
   

Com o objetivo de analisar e debater os avanços em direitos humanos e cidadania da mulher Lésbica e Bissexual do Estado do Paraná, a ARTEMIS - Associação Paranaense de Lésbicas, em parceria com a área de Lésbicas do Grupo Dignidade (Diglés) realizará nos dias 29, 30 e 31 de agosto o 2º Seminário Paranaense de Lésbicas (SEPALE). O evento tem o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

A programação do 2º SEPALE inclui questões políticas, sociais, educacionais e culturais que envolvem as mulheres lésbicas e bissexuais do Paraná. O lema do seminário, "Cidadania, um direito de todas as mulheres lésbicas e bissexuais", foi escolhido pelas ativistas de direitos Humanos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Adriana Piske Rudolf, coordenadora geral da ARTEMIS, informa que 45 mulheres do interior do Paraná receberão bolsa integral para participarem do evento. "O segundo SEPALE tem como objetivo aprofundar o debate sobre os direitos humanos, cidadania, gênero e estigma. Vamos construir uma agenda com estratégias para ampliarmos a participação das Lésbicas, principalmente as do interior. Levar conhecimento e definir ações focadas nos pontos vitais - como lesbofobia, saúde e trabalho - que atingem as mulheres lésbicas e bissexuais", afirma Piske Rudolf.

A comissão organizadora do 2º SEPALE prevê a participação de 80 mulheres, contando com a participação de convidadas que apresentarão palestras sobre o histórico do movimento de Lésbicas no Paraná, sexo seguro entre mulheres, os aspectos legais das relações lesbo-afetivas, Controle Social, Espaços Democráticos e Mercado de Trabalho. O evento também contará com oficinas sobre violência, família, racismo, homofobia e prevenção em DST/HIV/Aids.

O seminário faz parte das comemorações do dia da Visibilidade Lésbica, comemorado nacionalmente no dia 29 de agosto. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 20 de agosto, para as interessadas da capital e região metropolitana de Curitiba, e até o dia 15 de agosto para o interior do estado.

Para mais informações, ligue (41) 3222-3999, (41) 9177-1686 (com Kelly Vasconcellos) ou envie um e-mail para artemis.apl@gmail.com.

4/8/2008 - Revista A Capa
   

A revista gay "A Capa", que começa a ser distribuída esta semana em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, traz como destaque em sua 15ª edição uma matéria sobre fetiches.

Em uma série de cinco de reportagens especiais, a revista tentou desvendar o que está por trás de fetiches, como transar sem camisinha, sexo em locais públicos e o fist fucking.

Nesta edição, "A Capa" traz também uma entrevista com o humorista Evandro Santo, criador do divertido personagem Christian Pior, do Pânico na TV!, e uma reportagem sobre histórias de divas da cena lésbica e as cantadas que elas mais costumam levar das fãs mais atiradinhas.

O jornalista João Marinho, por sua vez, assina artigo especial que fala sobre o casamento da house music com as pistas gays ao redor do globo, incluindo o Brasil.

Andréia Albertini, que ficou famosa após escândalo envolvendo o jogador Ronaldo, aparece na revista com um objeto pelo qual é bastante conhecida.

A revista traz ainda o modelo e go-go boy Gustavo Lira, de 27 anos. Para o ensaio da capa, o belo rapaz encarnou uma sessão de fotos fetichistas.

Com nova diagramação, a 15ª edição da revista "A Capa" começa a circular na próxima quinta-feira (7) e você pode encontrá-la em casas noturnas, bares, restaurantes e saunas GLS de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

4/8/2008 - 11º Rainbow Fest acontece em Juiz de Fora
   

Acontece em Juiz de Fora (MG) entre os dias 12 e 17 de agosto o 11º Rainbow Fest, que este ano traz como tema "Homofobia mata! Seu voto vale uma vida". O evento é organizado pelo MGM - Movimento Gay de Minas e tem como meta lutar contra a homofobia e construir uma nova imagem dos homossexuais.

Depois de dificuldades em conseguir apoio para fazer frente às despesas do evento, o Rainbow Fest está confirmado. Esse ano, ficaram de fora os seminários sobre homossexualidade, exposições e mostras de vídeo. O Rainbow Fest abre com uma peça de teatro apresentada no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, música ao vivo e DJs na Praça Antônio Carlos, além das festas Val, Ideal Party & Stomp e Domingayra.

No sábado, dia 16, ocorre a 6ª Parada da Cidadania e do Orgulho LGBT de Juiz de Fora. Contando com quatro trios elétricos, a parada se concentra no Parque Halfeld a partir do meio-dia e às 14h sai em direção à Praça Antônio Carlos. À noite, tem o glamour do 32º Concurso Miss Brasil Gay no Cine-Theatro Central.

Em 2007, o Rainbow Fest recebeu uma média de 10 mil pessoas por dia na Praça Antônio Carlos, com pico de 100 mil no dia da parada. Para este ano, os números devem aumentar. Segundo Oswaldo Braga, presidente do MGM, a expectativa é de reunir 120 mil pessoas no dia da Parada e 170 mil presenças nos 4 dias principais do evento. Além disso, durante os cinco dias de programação serão distribuídos 30 mil preservativos.

O Rainbow Fest dá grande visibilidade à Juiz de Fora, além de movimentar a economia da cidade. O MGM prevê ocupação de 100% da capacidade hoteleira da cidade no dia da Parada Gay, e a injeção de R$ 4 milhões no município, com gastos em hospedagem, alimentação, diversão e compras, além da geração de 500 empregos diretos e indiretos.

Confira abaixo a programação:

12/08 - Teatro: Drag School Musical
Espaço Mascarenhas - 18 e 21h

13, 14 e 15/08 - Cidade do Arco-Íris
Praça Antônio Carlos -18 às 22h

15/08 - Festa Val
Mariano Hall - 23h

16/08 - 6ª Parada da Cidadania e do Orgulho Gay de Juiz de Fora
Parque Halfeld - 12h

Cidade do Arco-Íris
Praça Antônio Carlos - 12 às 22h

32º Concurso Miss Brasil Gay
Cine-Theatro Central - 22h

Ideal Party & Stomp apresentam Luiz Erre
Galpão Francisco Bernardino - 23h

17/08 - Cidade do Arco-Íris
Praça Antônio Carlos - 12h às 20h

Domingayra
Clube Tupynambás - 11h

7/8/2008 - Aids e Lésbicas - 1ª Parte
   

Com o aumento do número de mulheres infectadas pelo vírus HIV no Brasil e no mundo, uma nova discussão tomou corpo: lésbicas são ou não são vulneráveis ao vírus da Aids?

Este é o assunto que vou abordar na minha coluna deste mês, que vou escrever em duas partes: antes da Conferência Internacional sobre Aids, que acontece no México, e após o evento, quando voltarei com mais informações sobre o assunto.

Sabemos que no início da Aids, antes conhecida como "epidemia gay", muitos dos esforços foram voltados aos gays, às travestis, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo, pois se entendia que na época esses eram os chamados "grupos de risco". Contudo, após 28 anos, observamos que a epidemia não poupa ninguém que se descuide e faça sexo desprotegido. Nos últimos anos, observamos que a relação entre homens e mulheres infectadas no Brasil é de 1,5 homem para 1 mulher, o que torna a vulnerabilidade entre homens e mulheres proporcional.

É importante ressaltar que a epidemia é notificada e, com isso, contabilizada por meio de um formulário feito após o diagnóstico nos serviços de saúde. Este formulário, porém, não tem entre as suas opções relações entre duas mulheres como possibilidade de infecção pelo vírus HIV, o que torna ainda mais difícil investigar seriamente se relações sexuais entre duas mulheres são possíveis de infecção.

A relação entre lésbicas e as DSTs está intrinsecamente ligada a fatores, tais como: a invisibilidade da vivência lésbica, a invisibilidade do corpo feminino e a homofobia, preconceito e discriminação existente na sociedade. E isso se reflete diretamente nos serviços de saúde, que colocam as lésbicas invisíveis ao sistema, potencializando sua vulnerabilidade em relação às DSTs e ao HIV.

Sendo assim, muitas lésbicas acreditam no mito de que relações sexuais entre mulheres é fator de proteção às DSTs e ao HIV, o que além de ser mito e um pensamento equivocado, nos faz ficar desprotegidas às doenças sexualmente transmissíveis.

Estudos norte-americanos apontam que a exposição ao vírus HIV aumenta em relações com menstruação, relações estas que potencializam o risco a várias DSTs, principalmente às hepatites, cujas taxas de infecção crescem no país.

No Brasil, há um número muito restrito de estudos sobre o assunto, mas recentemente a Rede Feminista de Saúde publicou um dossiê sobre a saúde integral das mulheres lésbicas, bissexuais e outras mulheres que fazem sexo com mulheres, o que trouxe importantes informações e estudos sobre a nossa saúde.

Desde o ano passado, o Ministério da Saúde tem capacitado profissionais para a qualificação do atendimento às lésbicas, bissexuais e outras mulheres que fazem sexo com mulheres no Estado de São Paulo e deverá levar o projeto para os demais estados da União.

É importante lembrar também que muitas de nós estamos expostas ao HIV e às DSTs e precisamos entender a importância de freqüentar o ginecologista para avaliar nossa saúde integral e os serviços de Testagem e Aconselhamento para buscar informações sobre como prevenir as DSTs e a Aids e, principalmente, como fazer sexo mais seguro.

A partir dessas observações, retorno à minha pergunta inicial: lésbicas são ou não são vulneráveis ao HIV? Esta resposta, eu honestamente ainda não tenho. E você Conhece alguma amiga que se infectou com o HIV ou outra DST?

Se sim, me escreva: irinabacci@gmail.com. Até a próxima!


* Irina Bacci é lésbica e consultora do Programa Nacional de DST/Aids para o Projeto Chegou a Hora de Cuidar da Saúde para mulheres Lésbicas, Bissexuais e outras mulheres que fazem sexo com mulheres.

29/7/2008 - Showtime confirma série sobre o lendário Studio 54
   

O canal americano Showtime acaba de confirmar que irá produzir a nova série "Studio", baseada no lendário clube Studio 54 de Nova York. As informações são do site "The Hollywood Reporter".

A série focará na vida de um dos fundadores do clube, Steve Rubell, e começa meses antes do estabelecimento ser inaugurado, em abril de 1977. Rubell será o único personagem real a ser retrato pela série - todos os outros serão ficcionais ou composições (Mike Myers interpretou o empresário gay, que morreu em 1989 vítima da Aids, no filme "54", lançado em 1998).

"A série é menos sobre a história do Studio 54 e mais sobre como era Nova York nos anos 70, o que as pessoas queriam, as questões políticas e sociais", disse Chad Hodge, que está escrevendo o projeto para o canal.

Os produtores garantem que todo o hedonismo e as histórias de sexo e drogas que tornaram o Studio 54 um clássico da noite nova-iorquina estarão presentes em "Studio".

Freqüentado por celebridades como Andy Warhol, Woody Allen, Cher e Elton John, o Studio 54 fechou as portas em 1986. O local onde funcionava o clube é hoje utilizado pela Companhia de Teatro Roundabout.

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