Meta na sua cabeça

25/3/2008 - Faça o que quiser, mas faça com camisinha
   

Pela primeira vez, o Ministério da Saúde lançou um plano de ações para conter a incidência da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis entre gays, homens que fazem sexo com homens (HSH) e travestis. Durante o lançamento, nesta terça-feira (25), o ministro José Gomes Temporão reforçou a importância da medida. "É fundamental reconhecer a magnitude da Aids entre essa população e priorizar ações efetivas nessa área".

O plano tem oito objetivos para gays e outros HSH e seis para travestis. No documento, são priorizados temas como a redução das vulnerabilidades associadas à orientação sexual, a garantia do acesso à prevenção da Aids, a ampliação de informações sobre essa população e a garantia de ações nas três esferas de governo. Estudos de comportamento sexual do Ministério da Saúde indicam que gays e HSH têm 11 vezes mais chances de serem infectados pelo HIV do que homens heterossexuais.

Na ocasião, também foi lançada ação educativa para esse público específico. Serão distribuídos 100 mil cartazes adesivos e 500 mil folhetos com informações sobre DST, Aids e o uso correto do preservativo. As peças serão enviadas às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, que se encarregam de fazer a distribuição local.

O material gráfico enfoca a linguagem e a identidade da população definida como público-alvo. Cartazes e folhetos serão distribuídos em bares, clubes, festas e espaços de freqüência gay, além de organizações da sociedade civil que trabalham com o público.

Epidemiologia
Segundo o Boletim Epidemiológico, houve um crescimento do percentual de casos de Aids entre homossexuais e bissexuais de 13 a 24 anos de idade, variando de cerca de 24%, em 1996, para aproximadamente 41%, em 2006.

Na faixa etária de 25 a 29 anos, nessa categoria de exposição, a variação foi um pouco menor, mas também indicou crescimento: de 26% (1996) para 37% (2006). Já entre indivíduos de 30 a 39 anos, os índices apontam para uma pequena tendência de queda: de 30%(1996) para 28% (2006).

24/3/2008 - Contra a Aids
   

"I Love My Boo" é o título da nova campanha de luta contra a Aids em Nova York dirigida à população gay latina e afro-americana. Para divulgar a iniciativa foram produzidos cartazes onde vários homens aparecem demonstrando seu amor.

A campanha, cujo slogan é "Safer sex is one way we show our love" (Sexo seguro é uma maneira de mostrarmos nosso amor), é uma iniciativa da GMHC (Gay Men´s Health Crisis).

Dados recentes divulgados por organizações norte-americanas mostram que, enquanto houve uma queda de 5% em novos casos de Aids diagnosticados em Nova York, houve um aumento de 6% entre homens negros e latinos com idades entre 13 e 29 anos.

Para mais informações sobre o trabalho da GMHC acesse www.gmhc.org.

6/3/2008 - SP: Mulheres receberão kit de prevenção contra DST
   

Nesta sexta-feira (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Estado da Saúde vai distribuir um kit especial de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O material estará disponível para todas as mulheres que forem retirar medicamento nas unidades das farmácias Dose Certa na capital.

Serão 1.500 kits contendo 12 camisinhas, um marcador de texto e folhetos explicativos com informações sobre essas doenças. Para retirar o kit de prevenção não é preciso ter receita médica nem indicação de uma unidade de saúde.

O objetivo da iniciativa é oferecer às mulheres informação sobre as DSTs associada ao item básico da prevenção: a camisinha.

De acordo com dados do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, a estimativa é que existam, em todo o mundo, cerca de 340 milhões de novos casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis por ano. No Brasil, a estimativa é que haja 1,9 milhão de casos de Clamídia e 1,5 milhão de casos de gonorréia, por exemplo.

As farmácias Dose Certa estão distribuídas em pontos de fácil acesso em todas as regiões da capital, como estações de metrô e da CPTM e centros de saúde.

10/3/2008 - Hercules & Love Affair
   

Um novo hype está acontecendo na noite de Nova York e está sendo capitaneado por coletivos do Brooklyn que, fazendo música, trazem em sua formação artistas plásticos, produtores de moda e acessórios e, por incrível que pareça, pessoas ligadas à... música! Não é o hype do electro e da cena ligada a Williamsburg. Agora a boa é disco music! O esperto selo DFA lança com todo estardalhaço nos Estados Unidos e Europa, dia 10 de março, sua aposta mais que cacifada: Hercules & Love Affair.

A banda nasceu em 2003 comandada pelo DJ Andy Butler, figuraça conhecida das noites nova-iorquinas. Depois de alguns remixes de sucesso, chamou alguns amigos, entrou no estúdio e pronto: ao ouvirmos o CD somos catapultados para o final dos anos 70, em feéricos embalos de sábado à noite, ainda que menos cafonas.

Seus amigos não são fracos, a saber: o cantor Antony Hegarty, do Antony & The Johnsons; a DJ e designer de jóias Kim Ann e a cantora Nomi. São declaradamente e respectivamente gay, lésbica e mulher transexual. A orientação sexual da banda alcança os píncaros com a etiqueta pregada em sua testa pela específica imprensa especializada inglesa: "transvestite disco".

Andy Butler declara que a escolha por este som ligado a disco (com traços de house e funk) foi feita para recuperar o apreço por festas e ambientes para dançar que ficaram estigmatizados, entre o povo gay, em função da Aids e de suposto "comportamento promíscuo". Contra o bom mocismo dos caretas anos 90, professam que a boa é sair, dançar e se divertir com os amigos.

O lançamento vem puxado pelo single de "Blind", com um vocal maravilhoso de Antony. Quer ver o clipe? Então clique aqui. Quem conhece o trabalho anterior de Antony ("I'm a Bird Now") pode estranhar sua ligação com um projeto disco, mas além de sua performance de cabaré e sua voz de Billie Holiday, ele já declarou ter se inspirado em Boy George. Antony canta em cinco das músicas do CD e, além de "Blind", chama nossa atenção em "Easy" e "Time Will". O vocal da transexual Nomi em "You Belong" e o canto arrastado de Kim Ann em "Íris" fecham a proposta do grupo. Faixas com todos juntos como "Hercules Theme", "This is my Love" e "True False, Fake Real" são passaporte carimbado para uma noite qualquer do final dos anos 70.

Acima de tudo, a música que fazem é da maior qualidade, tanto na produção dividida entre Andy e Tim Goldsworthy (LCD Soundsystem), como nos vocais maravilhosos de Antony, Nomi e Kim Ann. A disco music, desprestigiada que estava, volta a fazer parte da sonoridade atual, deliciando antigos admiradores e apresentando suas armas às novas gerações.

Quer ouvir? Clique aqui.



Tradução livre de "Blind":

"Quando era criança eu achava que as estrelas iriam brilhar, sempre, cada vez mais, e a gente chegaria perto, cada vez mais perto, deixando pra trás esta escuridão. Agora que eu cresci, e que deveria dar de cara com as estrelas, vejo que estou só e sinto como se estivesse cego. Tudo o que eu queria agora era que as estrelas brilhassem como estivessem perto, próximas. Mas no presente elas não estão presentes. Eu queria agora que uma luz iluminasse como se estivesse perto, próxima. Mas no presente ela não está presente e torna dolorosamente claros meu passado e meu futuro. Para eu ouvir você agora, e para ver você agora, eu preciso ver de fora, perceber o jeito que respiro e olhar pra dentro de mim. Porque estou cego."

4/3/2008 - Escândalo no Reino Unido
   

Três filmes pornôs gays podem ser retirados de circulação no Reino Unido após investigação do programa "Newsnight", da rede BBC, concluir que atores foram contaminados pelo vírus HIV. Dois dos DVDs apresentavam oito atores fazendo sexo em várias posições sem o uso da camisinha - prática conhecida como bareback.

Segundo a reportagem, quatro dos oito atores que fizeram parte dos vídeos foram diagnosticados como soropositivos. Um deles disse que não acreditava que o filme tinha sido colocado à venda.

A produtora norte-americana que lançou o filme se recusa a tirar os filmes de circulação. Por sua vez, a Icreme, principal produtora inglesa de filmes bareback, já adiantou que filmará apenas com atores usando preservativos.

Ainda segundo a BBC, filmes gays que adotaram a prática do bareback já correspondem a 60% de toda produção pornô no Reino Unido.

4/3/2008 - Sistema Único de Saúde terá política para GLBT
   

Gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais agora têm direito de usar seu nome social nos prontuários de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O direito é garantido pela Carta dos Usuários da Saúde do SUS.

Essa e outras mudanças, como a capacitação de profissionais da saúde sobre conteúdos a respeito desse grupo populacional, estão asseguradas
no documento Saúde da População de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, elaborado pelo Ministério da Saúde, sob a coordenação do Departamento de Apoio à Gestão Participativa. O texto
ficou pronto em fevereiro de 2008 e traz a posição política do Ministério sobre esse segmento, reconhecendo a discriminação como problema que justifica um olhar diferenciado do SUS sobre o grupo.

Esse mês será iniciada a etapa estadual da 1ª Conferencia Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que deve contar com conferências em todos os estados do Brasil. A Conferência Nacional GLBTT, convocada e coordenada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, terá sua etapa nacional de 9 a 11 de maio, em Brasília. Ao longo de todo esse processo a posição do Ministerio da Saúde será apresentada e debatida.

Segundo Ana Maria Costa, diretora do Departamento responsável pelo documento, a intenção é modificar a visão de que os problemas de saúde da população GLBT se restringem apenas à Aids. "A saúde desta
população é bem mais complexa. São freqüentes os problemas como a violência, a o consumo de drogas, o alcoolismo, a depressão, a discriminação e outras situações de saude decorrentes da exclusão social, agravadas pela dificuldade de se profissionalizar", afirma. O apoio à população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais é uma das políticas do ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Histórico
Há duas décadas o ministério atende à população GLBT. No início, o trabalho era voltado apenas para o enfrentamento da epidemia da Aids. Em agosto de 2007, porém, foi realizado o Seminário Nacional de Saúde da População GLBT na Construção do SUS, quando se discutiu a inclusão das demandas das lésbicas nas políticas de saúde da mulher.

Em novembro de 2007, a 13ª Conferência Nacional de Saúde promoveu debates sobre a inclusão das especificidades de orientação sexual e identidade de gênero na política nacional. Discutiu-se ainda a definição de normas não discriminatórias para doação de sangue desse grupo, garantia de direitos sexuais e reprodutivos desse segmento.

25/2/2008 - Censurado?
   

Poucos foram os momentos realmente "gays" da cerimônia do Oscar realizada na noite deste domingo (24) em Los Angeles. A única produção com essa temática foi "Freeheld", documentário sobre uma policial lésbica e a luta que ela travou para que sua companheira recebesse pensão após sua morte, que levou o prêmio de Melhor Documentário em Curta-Metragem.

De interesse gay, houve também o discurso apaixonado de Scott Rudin, produtor de "Onde os Fracos Não Têm Vez", dos irmãos Ethan e Joel Coen, que levou o prêmio de melhor filme. Depois de agradecer ao diretor Sydney Pollack, Rudin disse: "Este [prêmio] é também para meu parceiro John Barlow. Sem você, meu amor, tudo isso seria difícil. Muito obrigado. Obrigado."

Até aí, seria uma linda homenagem se não fosse por um único detalhe: a fala do produtor foi simplesmente ignorada da transcrição oficial, produzida pelo Departamento de Comunicação da Academia. O site Good As You publicou a primeira versão da transcrição, que realmente não menciona a passagem do discurso de Rudin sobre seu companheiro. Agora, porém, parece que o Oscar se redimiu do suposto equívoco, incluindo a frase.

Clique aqui para assistir ao discurso de Scott Rudin no Oscar.

26/2/2008 - Ex-funcionário gay da Microsoft doa US$ 65 milhões a grupos GLBT
   

Ric Weiland, um dos primeiros funcionários contratados pela Microsoft e o primeiro a se assumir gay dentro da empresa, doou US$ 65 milhões a grupos GLBT, de luta contra o HIV/Aids e a organizações educacionais.

Weiland morreu em julho do ano passado, aos 53 anos, em sua casa em Seattle. Segundo alguns de seus amigos, ele sofria de graves crises de depressão. O ex-funcionário da Microsoft deixou seu companheiro Mike Schaefer e diversos sobrinhos e sobrinhas.

Em seu testamento, Weiland pediu para que a ONG Pride Foundation administrasse o dinheiro. Ao longo dos próximos oito anos ele será distribuído a 10 entidades nacionais GLBT e de luta contra a Aids. Além disso, ele deixou US$ 19 milhões à Pride Foundation para programas educacionais que ela mantém nos Estados Unidos.

Weiland conheceu o co-fundador da Microsoft, Paul Allen, na escola e eles se tornaram bons amigos. Em 1975, Allen e Bill Gates fundaram a Microsoft em Albuquerque e o contrataram para trabalhar na empresa, a qual deixou em 1988.

20/2/2008 - Mary J. Blige e Elton John tocam juntos em festa do Oscar
   

Mary J. Blige e Elton John resolverem unir forças na luta contra a Aids e vão tocar juntos na festa do Oscar, cuja cerimônia de premiação acontece no próximo dia 24 de fevereiro, em Los Angeles.

A festa é oferecida pela Elton John AIDS Foundation, organização fundada pelo cantor que auxilia portadores do vírus HIV. "Elton John é um dos músicos mais inspiradores e filantrópicos desta indústria para mim", disse Blige. "Respeito-o com todo o meu coração, e é realmente um prazer se apresentar ao lado dele em uma noite tão importante, na qual pretendemos elevar a consciência e arrecadar fundos na luta contra o HIV/Aids."

O evento promovido por Elton John acontece anualmente e arrecadou mais de US$ 15 milhões nos últimos 15 anos. Blige é ativista da Aids desde 2000, quando participou de uma campanha promovida pela MAC Cosmetics.

A "rainha do hip-hop soul" também já trabalhou com Elton John antes. Ele tocou piano em seu single "Deep Inside".

14/2/2008 - Spray testado na Europa pode ser arma contra vírus HIV
   

Um grupo de cientistas de seis países europeus está desenvolvendo um spray que pode ser a nova arma contra o vírus HIV. Em artigo publicado na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" estudiosos afirmam que após ter sido testada em macacos, a vacina inalada demonstrou ser segura e foi capaz de despertar o sistema de defesa destes animais.

Trata-se de uma investigação preliminar que ainda está em provas. Porém, se for comprovada a sua eficácia o spray poderá ser utilizado como vacina preventiva, entretanto, não está descartada a possibilidade dele ser utilizado também no tratamento dos portadores de HIV.

A próxima fase de testes do spray anti-AIDS acontecerá na África onde os cientistas envolvidos pretendem avaliar a eficácia do medicamento em grupos maiores de voluntários.

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