Um dos principais focos da próxima campanha de DST/Aids do Ministério da Saúde serão jovens gays com idades entre 15 e 24 anos.
A campanha começará a ser veiculada no dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Os anúncios estarão em revistas, jornais, rádio, folders, cartazes, além de comerciais na televisão.
Os jovens gays foram escolhidos por conta das últimas pesquisas, que registraram aumento da epidemia nesse grupo.
O outro foco da campanha não será a prevenção e, sim, uma reflexão sobre a discriminação sofrida pelos portadores do vírus. O objetivo é que a sociedade perca o preconceito com quem vive com o HIV/Aids.
Nesta segunda-feira (17) veiculamos uma reportagem onde o pastor Silas Malafaia critica a campanha "Nem Santo Te Protege", que se utiliza de imagens sacras para informar que ninguém está livre do contágio do HIV/Aids. No vídeo, o pastor pede para que a Igreja Católica "desça o porrete na comunidade gay".
Após a publicação da matéria, uma enxurrada de comentários e emails chegaram à redação do site A Capa. Em sua maioria, surtos fundamentalistas e outros que atentavam para o fato do vídeo estar editado. Por conta disso, a reportagem de A Capa foi conferir o programa na íntegra.
Ao assistir o vídeo original é possível constatar que, no que diz respeito às ofensas à comunidade LGBT, conteúdo sem edição dá um baile no editado. Ou seja, é bem pior. Primeiramente, Silas Malafaia inicia o programa fazendo uma análise sobre a cobertura dos jornais "O Estado de São Paulo", "Folha de São Paulo" e "O Globo" com relação a Marcha para Jesus e a Parada do Orgulho LGBT.
Ao comparar as coberturas de "O Globo", o pastor se indigna e dá nota zero para jornal, que dá apenas uma nota de rodapé para a Marcha e página inteira para o evento LGBT. "Olha, 'O Globo', que coisinha linda, bota na primeira página um evento que é em São Paulo. Dez pra 'Folha', dez pro 'Estadão' e zero pro jornal 'O Globo'", critica o pastor.
Em seguida, Malafaia diz que "não odeia os homossexuais" e repete o discurso padrão de que ama o pecador, mas não as suas práticas. O pastor também fala de uma aparente perseguição da imprensa aos evangélicos e justifica tal fato por conta das redações estarem "cheias de gays".
"Quando um pastor chutou uma santa, a imprensa detonou os camaradas. O camarada teve que correr do Brasil por que até de morte foi ameaçado. Agora, a Parada Gay ridiculariza símbolos católicos e a imprensa não diz nada, não baixa o porrete... É isso que eles querem, botar uma mordaça na sociedade pra eles falarem o que quiserem, criticarem e ridicularizarem o que quiserem", protesta o religioso.
Em outro momento, Silas Malafaia afirma que não vai "perder o seu tempo" processando. "Podem falar o que quiserem... Mas eu lhes pergunto: quem são os doentes? Quem são os verdadeiros doentes, minha gente? Os caras querem com essa pseudo lei da homofobia [PLC 122/06], eles querem uma lei do privilégio para falarem o que quiserem. E sabe por que a imprensa não diz nada? Por que dentro das editorias está cheio de gays e eles manipulam a informação, está lotado [de gays] nas editorias, nos jornais e na TV. Eu queria ver se um evangélico fizesse algo contra a igreja Católica se eles [imprensa] não iam perseguir e meter o pau como fizeram?", questiona Malafaia.
Por fim, o pastor ressalata a Igreja Católica "tem que cair de pau em cima dos caras [gays]".
O fato de o pastor Silas Malafaia utilizar seu programa para destilar preconceito contra as religiões afros e à comunidade LGBT não é novidade nenhuma. Porém, na semana passada, o pastor resolveu comentar, um tanto quanto atrasado, a campanha da Parada Gay de São Paulo "Nem Santo Te Protege".
Com o seu jeito peculiar de ser, Malafaia começa dizendo que "os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da igreja católica e ninguém fala nada. É pra a igreja católica entrar de pau em cima desses caras [gays]. Baixar o porrete em cima, pra esses caras aprenderem. É uma vergonha". Vale lembrar que Malafaia faz parte da igreja pentecostal Assembleia de Deus.
Par quem não se lembra, a campanha "Nem Santo Te Protege" usou imagens de santos da Igreja Católica para dizer que ninguém está livre de se contaminar com o vírus do HIV/Aids. A ideia é contrapor a ideologia católica, contrária ao uso de preservativos.
A seguir assista ao vídeo do pastor Silas Malafaia.
O ator americano Zachary Quinto, que interpretou o vilão Sylar na série "Heroes" e Spok no último filme da saga "Star Trek", se assumiu gay em entrevista para a "New York Magazine".
A saída do armário se deu enquanto falava sobre a sua adaptação para a Broadway de "Angels in América", musical que fala sobre a propagação da AIDS. "Como um gay, a peça me fez sentir como ainda tem muita coisa para ser feita. Ainda há muita coisa para ser vista e tratada. A corrente do medo ainda existe. Isto ainda está ao nosso redor".
Na entrevista, o ator fala do adolescente gay Jamey Rodemeyer, que se suicidou por não aguentar o bullying que sofria. "Você tem a legalização do casamento gay em Nova York e três meses depois você tem Jamey Rodemeyer se suicidando. Outro adolescente gay que foi intimidado e tirou sua própria vida", disse o ator.
Após a entrevista, Zachary publicou um texto no seu blog onde revela que o motivo da sua saída no armário foi justamente a morte de Jamey Rodemeyer. O ator considera que o fato dele se assumir, sendo uma pessoa pública, pode contribuir de forma mais efetiva no combate ao preconceito e dar apoio a jovens gays que se sentem desamparados. Abaixo você confere o texto escrito pelo ator na íntegra.
"Quando eu descobri que Jamey Rodemeyer se matou - eu me senti profundamente perturbado. Mas quando eu descobri que Jamey Rodemeyer tinha feito um vídeo antes de tirar sua própria vida - eu senti um desespero indescritível. Eu também fiz um vídeo para a campanha Its Get Better" ano passado - na sequência da trágica e sem sentido onda de suicídios de adolescentes gays que estavam varrendo a nação na época. Mas à luz da morte de Jamey - eu percebi em um instante que viver uma vida gay, sem reconhecer publicamente simplesmente não é suficiente para fazer qualquer contribuição significativa para o imenso trabalho que temos pela frente no caminho para a completa igualdade. Nossa sociedade precisa reconhecer o impulso irrefreável em direção a igualdade civil inequívoca para cada cidadão gay, lésbica, bissexuais e transgêneros do país. Crianças gays precisam parar de se matar, porque eles sentem-se inúteis pelo cruel e implacável bullying. Os pais precisam ensinar seus filhos os princípios de respeito e aceitação. Estamos testemunhando uma enorme mudança de consciência coletiva em todo o mundo. Estamos no precipício da grande transformação dentro de nossa cultura e do governo. Eu acredito no poder da intenção de mudar a paisagem da nossa sociedade - e é minha intenção de viver uma autêntica vida de compaixão, integridade e ação. A vida de Jamey Rodemeyer mudou a minha. E o fato de sua morte só me faz desejar que eu tivesse feito isso antes - eu sou eternamente grato a ele por ser o catalisador para a mudança dentro de mim. Agora eu só posso esperar para servir como catalisador para outros deste mundo. Que, eu acredito, é tudo o que podemos fazer de nós mesmos e uns dos outros".
No dia 11 de outubro de 1996 o Brasil inteiro tomava conhecimento do falecimento de Renato Russo por complicações decorrentes do HIV. Naquele dia se calou uma das vozes mais rebeldes e que melhor representou o seu tempo, isso ao lado do também poeta Cazuza. Ambos contestaram o sistema vigente, cada um no seu estilo.
Renato Russo conquistou uma legião de fãs não apenas falando de amores. Sensível e poeta como era, o cantor foi gênio ao retratar a Geração Coca-Cola e desnudar toda a rebeldia vazia sem qualquer sentido ideológico de seu tempo.
Se por um lado Renato sintetizava a geração de sua época com canções pesadas e frases anárquicas, o cantor também escrevia com ninguém para falar de sentimentos como dor, solidão, drogas e amores que partiam e deixavam lembrança. Aqui basta lembrar de "Vento no Litoral", "Ainda é Cedo" e "Angra dos Reis".
Com a morte do cantor, a banda Legião Urbana se desfez. Ao todo foram nove discos em estúdio com mais de dez milhões de cópias vendidas. A partida de Renato Russo deixou um vácuo semelhante às mortes de Elis Regina, Cazuza e Cássia Eller. A sensação que se tem ao voltarmos para a obra destes artistas é que tais buracos artísticos e contestatórios permanecem e irão permanecer vazios. O que se nota atualmente é uma forte apatia de boa parte dos músicos: contestação zero, conformismo total.
E para prestar uma singela homenagem a Renato Russo, separamos alguns vídeos com entrevistas do cantor e alguns clipes da banda.
Na edição #31 da revista A Capa, de março de 2010, o modelo Gilmar Rodrigues, da Elite Models, mostra por que é o muso do nosso verão.
Nas outras páginas, você verá de tudo um pouco: além do trabalho do fotógrafo Ross Watson, que cedeu com exclusividade uma de suas pinturas para a seção “Portfólio”, há uma entrevista de William Magalhães com autor Miguel Falabella, que à época estava estreando o festival "Hairspray" e se preparando para atuar na versão brasileira de "A Gaiola das Loucas". Já Tino Monetti conversa com a banda pop argentina Miranda!.
Erik Galdino foi fuçar na vida de gente como Silvetty Montilla e Rosane Amaral para saber quais profissões eles exerciam no passado.
Na nossa seção “Beleza”, Paola Gavazzi ensina que os homens também podem se maquiar. Paulo Basile desvenda em detalhes úteis os perigos do HPV e Emerson Lisboa traça um roteiro indispensável do sexo para várias idades.
Conversamos também com a DJ Glaucia ++ e o empresário Facundo Guerra, do Lions Club.
Com a intenção de pedir paz e dar um basta aos crimes homofóbicos, os organizadores da 16ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, que acontece no dia 9 de outubro, pedem aos participantes que compareçam ao evento vestidos com roupa branca. A ideia é valorizar a cor como uma forma de pedir a paz.
Ao todo serão 15 trios elétricos que irão ocupar a orla de Copacabana, entre eles o trio do Governo do Estado, da Prefeitura, dos clubes Cine Ideal, Papa G, 1140 e outros. Também haverá tendas para distribuição de materiais informativos sobre cidadania, incentivo a testagem rápida e com dicas de prevenção contra o HIV/Aids. Segundo a organização serão distribuídas 500 mil camisinhas.
A Parada Gay do Rio de Janeiro este ano acontece sob o tema "Somos todos iguais perante a paz - Toda forma de violência deve ser crime". Para o presidente da ONG Arco-Íris, Julio Moreira, só com um "pensamento pacifista" é que será possível "acabar com todas as desigualdades que existem hoje na sociedade. É necessário ter uma compreensão que o combate a homofobia está inserido nesta pauta", disse o presidente da ONG.
Com a intenção de pedir paz e dar um basta aos crimes homofóbicos, os organizadores da 16ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, que acontece no dia 9 de outubro, pedem aos participantes que compareçam ao evento vestidos com roupa branca. A ideia é valorizar a cor como uma forma de pedir a paz.
Ao todo serão 15 trios elétricos que irão ocupar a orla de Copacabana, entre eles o trio do Governo do Estado, da Prefeitura, dos clubes Cine Ideal, Papa G, 1140 e outros. Também haverá tendas para distribuição de materiais informativos sobre cidadania, incentivo a testagem rápida e com dicas de prevenção contra o HIV/Aids. Segundo a organização serão distribuídas 500 mil camisinhas.
A Parada Gay do Rio de Janeiro este ano acontece sob o tema "Somos todos iguais perante a paz - Toda forma de violência deve ser crime". Para o presidente da ONG Arco-Íris, Julio Moreira, só com um "pensamento pacifista" é que será possível "acabar com todas as desigualdades que existem hoje na sociedade. É necessário ter uma compreensão que o combate a homofobia está inserido nesta pauta", disse o presidente da ONG.
Estou namorando um cara que é versátil e eu sempre fui ativo. Acontece que ele quer ser ativo comigo e eu não consigo ser passivo. O senhor tem alguma dica pra mim? Nakamura (São Paulo - SP)
O comportamento sexual relacionado às posições sexuais está associado a contingência de reforço. Vou explicar de uma forma coloquial para melhor entendimento. Provavelmente, nas suas primeiras relações sexuais, você foi ativo e condicionou o seu organismo a ter prazer sexual fazendo a penetração anal. Você sensibilizou o seu pênis com a penetração anal.
Para ser passivo o que você tem que fazer é sensibilizar o seu ânus a receber o pênis do seu parceiro sentindo prazer, também, nessa posição. De pronto, você não conseguirá ser ativo. Mas com o tempo, repetindo as manobras abaixo, você irá ter sucesso. Siga as seguintes dicas:
1. Pare de se masturbar sozinho;
2. Durante as próximas 20 relações sexuais seja sempre passivo;
3. Solicite ao seu parceiro que faça uma massagem anal em você com os dedos, camisinha e gel lubrificante. Respire fundo e procure relaxar;
4. Compre um consolo médio e peça para ele usar em você com camisinha e gel;
5. Enquanto ele faz a massagem/penetração com o consolo se masturbe;
6. Depois de cinco relações usando os dedos e o consolo no seu ânus, comece a usar o pênis do seu parceiro com camisinha e bastante gel;
7. As próximas 15 relações sexuais seja sempre passivo usando o pênis do seu parceiro.
Depois destas exposições sexuais você poderá conseguir ser passivo curtindo bastante. O ânus tem terminais nervosas que bem estimuladas lhe darão muito prazer, pois é um região de muita sensibilidade. Com o tempo vá intercalando o sexo ativo e passivo. Boa sorte.
* João Batista Pedrosa é psicólogo (CRP 06/31768-3) e autor do livro "Segundo Desejo" (Iglu). Envie suas dúvidas e perguntas para pedrosa@syntony.com.br. Acesse também seu site.
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (ABGLT) encaminhou denuncia sobre um perfil no Twitter que pede a morte do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). O perfil em questão recebe o nome de @MatemJeanWyllys e os comentários da página vão desde homofobia deslavada a machismo e racismo.
Em um dos tweets é comparado o "homossexualismo" (sic) com a pedofilia. "Homossexualismo é uma doença mental, assim como o incesto, ou a pedofilia. Se o homossexualismo é normal, pedofilia também é", diz o tópico.
Em outro momento, o perfil faz ameaças aos homossexuais de São Paulo e afirma que a cidade é "perigosa" para eles. Em seguida, afirma que para eliminar a Aids será preciso eliminar os homossexuais da face terra, "já que a Aids é uma doença homossexual".
A reportagem de A Capa tentou entrar em contato com o deputado federal Jean Wyllys para comentar o caso, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem.
Polícia Federal responde a ofício da ABGLT sobre blog homofóbico
O Grupo de Combate aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil (GECOP) respondeu ao ofício da ABGLT que pedia ações contra o blog de Silvio Koerich, que prega o estupro corretivo "para salvar mulheres lésbicas" e o "sepultamento de gays vivos".
A GECOP explicou que mesmo discordando do conteúdo do blog em questão não pode avançar na investigação por conta da hospedagem estar em domínio estrangeiro. Esse tipo de conteúdo, segundo a GECOP, não é considerado crime nos Estados Unidos. Por conta disso, a Polícia Federal do Brasil não poderia pedir os dados cadastrais para rastrear o dono do espaço.