Nova York sempre será um ponto de encontro dos amantes da agitação urbana. Onde há opções para satisfazer todos os gostos. Desde bares, clubes, casas de sexo a museus e shows espalhados por todos os cantos da mais cosmopolitana cidade do mundo.
Desde 1969, com a rebelião de Stonewall Inn, que o bairro Greenwich Village virou história e transformou-se em ponto gay. Naquela época, em meio a tantos protestos, bares foram fechados e pessoas foram presas. Tudo devido ao desrespeito de policias que faziam batidas constantes em bares gays, apreendendo pessoas inocentes.
Até que na noite de 28 de junho, do mesmo ano, a drag queen Sylvia Rivera tomou as dores dos amigos e enfrentou os policias. É por celebração ao livramento de ações inadequadas de autoridades daquela época que a parada gay é celebrada no mês de junho. Desde então, o Greenwich Village foi palco para muitas festas. E ainda hoje é um lugar de grande visitação turística, por sua história e a arquitetura dos edifícios.
Com o passar dos anos e o aumento do desenvolvimento econômico da cidade, o publico LGBT ganhou outra área de concentração: o Chelsea. Neste bairro há locais que valem a pena ser visitados, como por exemplo o Splash. O local é repleto de gogo-boys malhados e muita gente bonita. Além de clubes, na região há muitas de galerias de arte.
Atualmente, é no Hell's Kitchen aonde está os principais clubes. Com o nome nada agradável (Cozinha do Inferno), o local é recomendadíssimo para compras, jantares e paquera. Quando se pensa em Nova York, você está, mesmo que inconscientemente, pensando no Hell's Kitchen, pois é nesta área em que se concentram os escritórios, lojas famosas e outras nem tanto, emissoras de televisão e a Broadway.
COMO SE PREPARAR PARA A AGITAÇÃO Mesmo com a dimensão gigantesca de Nova York, não alugue um carro. Dirigir nesta cidade é um verdadeiro pandemônio. Se precisar pegue um taxi, do contrário, compre um cartão do metrô e adquira um mapa da cidade para entender o itinerário. De metrô, você pode ir a qualquer lugar de NY.
Comece seu dia com um delicioso café da manhã, geralmente os hotéis nos Estados Unidos não incluem café da manhã na estadia, ou seja, você terá que pagar extra. Se for o caso, faça uma caminhada e descole uma cafeteria. Há muitas espalhadas pelas ruas e avenidas. Barriga cheia, pé na areia, ou melhor, pés no asfalto. Só de caminhar por Nova York já é um prazer sem comparação.
TEM QUE VER! O SoHo é uma área de lojas de grife, restaurantes e muita muvuca.É ideal para os amantes de compras. Dedique pelo menos um dia para o bairro. Se você for pela manhã, aproveite e tenha o café da manhã no Le Pain Quotidien, na rua Grant. Próxima a esta rua, mais precisamente na esquina da Greene com a Houston estão as melhores lojas de design de interior da cidade. Você pode caminhar no sentido oeste, até a massiva loja Prada. Prepare seu cartão de credito.
No Greenwich Village (foto abaixo), vá a rua Christopher. Lá você encontrará de tudo um pouco, além de conhecer a história LGBT no bar Stonewall Inn. Dentro do bar há fotos e textos traduzindo a transformação de décadas atrás. Logo em frente, há uma pracinha com estátuas de quatro pessoas, que simbolizam a igualdade sexual.
O Washington Parque é ideal para os dias de calor. Homens bonitos fazendo exercícios e exibindo os corpos. Outro parque bacana é o Bryant. Ao lado de um dos mais belos prédios da cidade, a biblioteca municipal, edificada em estilo europeu. Bem romântico, este parque é ideal para ler um livro, encontrar amigos para um almoço típico de Nova York ou simplesmente admirar a paisagem.
O mais conhecido parque dos Estados Unidos, o Central Park, conta com cerca de 86 hectares. Famoso pelos filmes rodados no local, tais como: "Sex in the City", "When Harry Met Sally" e o "Little Manhattan". No verão, alguns americanos aproveitam o clima e tiram algumas peças de roupa. Parece uma praia, mas ao invés de areia, uma grama verde e bem tratada estende-se pelo chão.
Ainda no parque, está localizado o Metropolitan Museum of Art. Bem provável que este museu seja o mais completo em artes antigas de todo o país. Com artes oriundas da Europa e Estados Unidos, dentro do prédio em estilo neoclássico. Este museu recebe em media milhares de pessoas por dia. Acesse o site para conferir os horários e dia para visitação.
A Broadway é famosa por suas peças teatrais. Os teatros estão espalhados por todos os cantos de Manhatthan. Não deixe de conferir o "End of the Rainbow", com a atriz Tracie Bennett, no papel da inesquecível Judy Garland, no Teatro Belasco. Outra atração que causou burburinhos durante a estreia foi Evita., que tem no elenco o cantor Ricky Martin no papel de Che Guevara.
ATENÇÃO PARA O MENU Nova York possui uma gastronomia rica e muito diversificada. Na rua West 46 com a 8º Avenida você vai encontrar muitos restaurantes, russos, franceses, italianos, além dos de cozinha americana. O Fire Bird, restaurante de cozinha russa, possui um estilo único na maneira de servir. Já o Le Rivage, como o próprio nome revela, é para os amantes da cozinha francesa. O Financier Patisserie possui três unidades, também de cozinha francesa, é ótimo.
Se você quiser saborear a pizza nova-iorquino, passe no John's Pizzeria. Prepare-se para encontrar algum famoso, pois esta pizzaria fica bem próxima aos teatros da Broadway. E recebe centenas de clientes por volta das cinco e seis da tarde. Na oitava avenida, esquina com a rua 48, está localizado o Brazil Grill, uma mistura de churrascaria e restaurante, possui um cardápio requintado e especial para aqueles que não conseguem ficar sem a culinária brasileira.
NOITE Para embalar a noite um dos melhores clubes do momento é o XL. Amplo espaço, com três bares, cada um deles com sexy bartenders, que adoram posar para uma foto e mostrar seus dotes. Com duas áreas vips e uma enorme pista de dança, o XL oferece diferentes festas temáticas. Para saber que tipo de festa rola, acesse o site da casa e fique ligado nas produções. Depois das 11 da noite, há uma fila enorme e a ferveção começa somente depois da 1 da manhã. O que fazer? Vá minutos antes das onze, carimbe seu braço e volte depois para se jogar na pista.
Mas o melhor mesmo é ter seu nome em uma lista de convidados especiais. Só pelos bartenders já vale a pena! O clube fica em uma área nobre, antes adormecida, bem no coração de Manhattan, na rua 42 entre a 10 e 11 avenida, no Hell's Kitchen. Nas quintas à noite é mais tranquila, já na sexta e sábado o bicho pega.
Você pode agendar de acordo com os seus horários, mas não esqueça de ir ao Splash, outro clube/bar que fica no Chelsea. Nas terças é noite da garotada, já que em Nova York é permitido o acesso de jovens a partir dos 18 anos de idade, diferentemente de outros Estados americanos. Na sexta-feira os gogos saradíssimos fazem o show em sungas minúsculas.
Outra pedida é ir ao bar Ritz, que fica em uma parte charmosa da rua West 46, com gente bonita e uma arquitetura antiga da cidade. O bar tem apenas um pequena pista de dança. A ideia é ir cedo, lá pelas oito da noite, tomar alguns drinques, conversar com amigos e depois ir para um clube curtir a noite.
SEXO! O ponto mais quente de Nova York no momento é o West Side Club. Vale a visita! 27 West 20th Street no Chelsea
ONDE SE HOSPEDAR Uma grande opção para o público gay é o The Out NYC, o primeiro assumidamente gay da cidade. Um hotel com excelentes serviços e boa vibração. Quartos amplos, decoração moderna, piscina, este resort fica ao lado do XL Club, ou seja, depois de catar o bofe dos seus sonhos, se é que ele estará lá, você pode subir para a sua suíte e ter uma noite melhor ainda.
O Hilton Garden Inn, também é bastante friendly. Localizado numa área de fácil acesso, na oitava avenida, próximo a estações de metrô. Possui quartos pequenos, mas com a garantia do bons serviços da família Hilton.
QUANDO IR Maio 20 - Aids Wake. Uma caminha em protesto contra a Aid. Junho 21 - 24 Parada Gay: Uma das melhores do mundo Junho 17 - Folsom Street East. Acessórios e fetiches é o que não faltam neste evento.
Lembra do Liberace? Aquele pianista mega-over, que usava roupas cheias de bordados e brilhos no melhor estilo Cauby Peixoto?
Pois bem, a vida do músico vai virar filme. Batizado de "Behind the Candelabra", o longa é produzido pela HBO e tem direção de Steven Soderbergh, que tem no currículo "Magic Mike", "Erin Brockovich" e "Contágio".
Para viver o protagonista, o escolhido foi o ator Michael Douglas. Já Matt Damon aparece irreconhecível como Scott Thorson, o namorado que viveu por cinco anos com o músico.
O casal na vida real e no filme
Liberace tentou esconder ao longo de toda a sua vida que era gay. Em vão, né?! O pianista morreu aos 68 anos, depois que contraiu o vírus da AIDS. Após a sua morte, o namorado escreveu um livro sobre o relacionamento dos dois. O roteiro do filme será baseado no livro de Thorson.
Os dois mantinham uma relação bem desequilibrada. O pianista era sexualmente promíscuo e Thorson um drogado convicto. Em 1982, após o término do romance, o namorado processou Liberace e pediu 113 milhões de dólares. A fortuna foi conquistada pelo pianista por conta de suas inúmeras apresentações na década de 70, incluindo muitos shows em Las Vegas.
Dessa grana toda, Thorson ficou com 100 mil dólares, dois carros e dois cachorros. Abaixo você confere uma performance do pianista.
Michael Douglas e Matt Damon e a caracterização luxo dos personagens
Grande parte da população não sabe, mas se você fez sexo sem proteção, há ainda como evitar a infecção do vírus HIV, mesmo após a relação sexual sem o preservativo. Como forma de informar a esse respeito, o Disponivel.com realiza uma campanha específica sobre o tema.
A profilaxia pós-exposição, chamada de PEP, está disponível em todo o Brasil e deve ser iniciada até 72 horas depois da relação sexual sem preservativo ou na qual a camisinha tenha se rompido. Os medicamentos devem ser tomados por 28 dias. Veja detalhes do tratamento AQUI.
Se você tem um blog ou um site, você pode ajudar na divulgação dessas informações tão importantes. Entre AQUI e incorpore um dos banners da campanha. Eles são os links para o material explicativo sobre a PEP.
A iniciativa, que teve início no 1° de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a Aids, é realizada dentro do projeto permanente "Meta na Sua Cabeça - Proteção e tesão devem andar juntos", realizado em parceria com o Estruturação - Grupo LGBT de Brasília.
O Dia Mundial de Combate à AIDS, realizado em 1 de dezembro, movimentou a noite de vários clubes gays do país.
A Blue Space, em São Paulo, não ficou de fora e abriu espaço para o tema durante o seu tradicional show de drags.
Talessa Top levou ao palco do clube uma apresentação emocionante e carregada de símbolos para chamar atenção do público sobre a importância do uso da caminha e da prevenção das DSTs.
Usando um vestido vermelho, cor símbolo da luta contra o vírus HIV, Talessa fez sua performance ao som da música "Alone", do DJ Offer Nissim.
"Temos uma responsabilidade social, temos que informar nosso público, é um tema importante, mas tentamos não deixar pesado", comentou José Victor, proprietário do clube.
O dia 1º de dezembro foi escolhido para ser o Dia Mundial de Combate à AIDS. O HIV começou a dar as caras para o mundo em 1981, quando os Estados Unidos viveram o surto de um até então bastante raro tipo de câncer, o sarcoma de Kaposi, e de uma misteriosa condição de saúde, caracterizada pela destruição progressiva das células de defesa do organismo.
Em pouco tempo, ficou claro que os usuários de drogas e os homossexuais adultos eram os mais atingidos pela doença - a ponto de ela ter sido chamada de GRID (imunodeficiência relacionada aos gays).
A nova doença foi rebatizada de AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), e ao longo do tempo, comprovaria não ter relação com os gays.
"O Brasil tem uma epidemia de HIV e AIDS caracterizada como concentrada, o que significa que a prevalência de casos de AIDS na população brasileira como um todo é de menos de 1% - mas há alguns grupos populacionais com prevalência de casos de AIDS maior do que 5%: homens que fazem sexo com homens (HSHs), profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis", esclarece Gabriela Calazans, 42 anos, pesquisadora e coordenadora de Educação Comunitária na Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo e participante do projeto SampaCentro, estudo sobre comportamentos, práticas sexuais e prevalência do HIV entre homens que fazem sexo com homens e travestis nas regiões da República e Consolação, em São Paulo (veja box Estatísticas).
Em 2008 pesquisadores da Universidade do Arizona em Tucson, nos Estados Unidos, liderados pelo cientista Michael Worobey, coletaram evidências de que o HIV é, na verdade, mais antigo do que se supunha.
As duas amostras mais antigas de sangue contendo o vírus são de 1959, pertencente a um homem, e de 1960, pertencente a uma mulher, que residiram na cidade de Kinshasa, no ex-Congo Belga e atual República Democrática do Congo. Com essas duas amostras em mãos, Worobey e seu time conseguiram traçar uma árvore genealógica do HIV e concluíram que ambas se originaram de um mesmo hospedeiro humano, que teria vivido entre 1884 e 1924. Os pesquisadores até arriscaram uma data para o surgimento do HIV: 1908. As descobertas foram devidamente publicadas na revista Nature.
Os cientistas da Universidade do Arizona também conseguiram mapear a trilha do HIV. Em 2007, em um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Worobey e cientistas internacionais verificaram que o HIV imigrou do Haiti para os Estados Unidos ainda no fim dos anos 60.
O HIV teria surgido, então, no começo do século 20 na República Democrática do Congo e se espalhou pela África Central até os anos 60. Nesse período, foi transmitido a imigrantes haitianos, que estavam no continente africano a trabalho, e levado ao Haiti por volta de 1966. Por volta de 1969, entrou nos Estados Unidos via Haiti e, de lá, começou sua expansão pelo restante do mundo.
A teoria mais aceita é que a origem do HIV seja o SIV - vírus da imunodeficiência símia -, que migrou de dois grupos de chimpanzés para os seres humanos e sofreu mutação, provavelmente pelo hábito africano de comer carne de macaco. Essas informações permitem desconstruir o argumento conservador de que a AIDS surgiu por causa do "sexo desenfreado" ou é "culpa dos homossexuais".
PORTADORES DO VÍRUS
"Não vou dizer que tenha sido fácil", conta o assistente Luís*, 33 anos, portador há quatro e já em uso dos medicamentos antirretrovirais. "Fiquei em crise por muitos e muitos meses e até assexuado. Fiquei revoltado com a vida e tinha um medo terrível dos medicamentos e de ficar barrigudo e com braços e pernas finos por causa da lipodistrofia. Com o tempo, tudo amenizou. Consegui ajuda num grupo de apoio, o GIV [Grupo de Incentivo à Vida - www.giv.org.br] e com amigos, e foi muito importante, mas é claro que preferia não estar nessa situação hoje em dia".
"A principal dificuldade no início do tratamento é o medo de ser portador de HIV devido às suas possíveis consequências: rejeição da família e dos amigos, desenvolvimento da AIDS, efeitos colaterais dos remédios, as doenças oportunistas, não conseguir um relacionamento estável, entre outros. No decorrer do tratamento, focamos a terapia nas demandas trazidas pelos pacientes relacionadas a esses itens. Cada um acha o seu caminho no sentido de conviver bem sendo portador do HIV", diz o psicólogo, terapeuta sexual e analista do comportamento João Pedrosa, 54 anos, que atende soropositivos em seu consultório.
"Minha principal dúvida era com respeito à quantidade de remédios, efeitos [colaterais] e a reação da minha família. Alguns amigos próximos sentem dificuldade com os efeitos colaterais e com a administração dos remédios, receio das pessoas saberem que eles tomam, etc.", conta o bibliotecário Marcos*, 30 anos, soropositivo há oito.
Os esquemas de Luís e Marcos comportam poucas pílulas diárias, mas há outros que incluem quatro pílulas/cápsulas ou mais, podendo chegar até 16 comprimidos ou cápsulas e até injeções em terapias de resgate - quando já houve muitas falhas terapêuticas prévias e o HIV se tornou resistente a outros medicamentos.
TRUVADA - PREVENÇÃO E COMBATE EM UMA ÚNICA PÍLULA
Essa é a proposta do Truvada, uma pílula que combina as substâncias tenofovir e emtricitabina, aprovada em 2004 para o tratamento do HIV pelo FDA (Food and Drug Administration) americano. O medicamento foi licenciado este ano pelo Ministério da Saúde aqui no Brasil, embora ainda não esteja disponível na rede pública.
A maior novidade envolvendo o Truvada, no entanto, é seu uso como estratégia para a PrEP, na qual o medicamento tem o objetivo de prevenir a doença. "A sigla PrEP significa profilaxia pré-exposição, enquanto a sigla PEP significa profilaxia pós-exposição. Ambas estão baseadas na ideia de que, caso o HIV entre no organismo, é possível bloquear a infecção através do uso de medicamentos que inibem seu ciclo de vida. Na PrEP o medicamento é usado antes da exposição ao vírus, em geral com tomadas diárias. Na PEP, o medicamento é usado até 72 horas após a exposição ao vírus", explica Vivian Iida Avelino-Silva, 31 anos, médica infectologista e pesquisadora do iPrEx - iniciativa Profilaxia Pré-Exposição.
"A PrEP é uma ferramenta adicional para proteção contra o HIV, para ser somada à camisinha", continua a infectologista. "Ela é interessante, pois a tomada do medicamento não depende do diálogo com o parceiro, não é influenciada pelo calor do momento e não tem risco de 'romper'".
Não existe, porém, vislumbre de que a PrEP estará disponível num futuro próximo no Brasil. "Até o momento, o governo não manifestou intenção de estabelecer a estratégia PrEP como medida geral, ou mesmo voltada para grupos específicos, pois está aguardando mais informações sobre o uso dessa prevenção para avaliar sua implantação. Acredito que o Brasil possui estrutura adequada para que muitas pessoas sejam beneficiadas pela PrEP no futuro, evitando novas infecções", diz a Vivian Avelino-Silva.
No entanto, como referimos, a realidade é outra nos Estados Unidos. O FDA liberou o uso do Truvada como estratégia de prevenção para gays, travestis e outros homens que fazem sexo com homens. A notícia causou certa revolta. Como assim, "hétero não pega HIV"?
Na verdade, a decisão do FDA se baseou em evidências científicas, pois foi para o público de gays e outros homens que fazem sexo com homens que o Truvada mostrou sua eficácia. "O Truvada se mostrou vantajoso, pois já existiam estudos em animais que mostravam sua eficácia, e porque é de tomada simples, uma vez ao dia, com poucos efeitos colaterais", conta a Dra. Vivian Avelino-Silva.
A TRUVADA TEM EFICÁCIA NA PREVENÇÃO DO HIV EM ATÉ 95%
Segundo a Dra. Vivian, os principais achados do estudo foram que o medicamento reduz o risco de infecção por HIV, em média, cerca de 44%, mas com eficácia de até 95% quando é tomado corretamente e níveis do medicamento são detectados no sangue, além de possuir efeitos colaterais leves, como náuseas nas primeiras semanas de uso.
Será que isso estimularia o sexo inseguro? "É importante esclarecer que quem usar PrEP não está protegido contra sífilis, gonorreia, gravidez não-planejada e outras consequências da relação desprotegida, e o uso da camisinha continua sendo recomendado", explica a Dra. Vivian.
Enquanto a PrEP não se torna realidade no Brasil, vale a pena continuar se cuidando da forma tradicional, sobretudo com práticas seguras e com uso de preservativo .
Agradecimentos à Dra. Márcia Giovanetti, responsável técnica na Gerência de Prevenção do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo pelas ações dirigidas a gays, HSHs e travestis.
Quem transar melhor vence! Esse é o desafio colocado pelo game show "You Think You Can Fuck" (Você acha que pode transar), que rola entre atores pornôs na web.
Além de tarefas como disputa de cabo de guerra, eles têm de provar que sabem fazer sexo como ninguém! Escolha o seu favorito e vá além das palmas com as mãos. Essa dica é apenas uma das atrações da nova edição do programa "Pegação".
O programa também entrevista um garoto de programa sobre as fantasias dos clientes e fala da importância do teste de Aids. Assista a seguir.
Para começar dezembro com pé-direito arrase em alguma pista.
Brasília em festa na comemoração de 1 ano do Victoria Haus. Os festejos começam já na sexta com a festa de 3 anos da Let´s Club. Alexia Twister faz cover luxo de Madonna. No sábado o fervo continua com a presença da DJ Grá Ferreira na cabine do clube. A Josefine também recebe DJ dos bons na cabine. Quem baixa no clube de Belo Horizonte é Paulo Pacheco. No sul, os meninos se jogam em Florianópolis, na Dancefloor da Concorde. A principal atração é o DJ Rodolfo Bravat, do clube paulistano Flex.
São Paulo Nessa sexta, a partir das 21h, o S/A Club é uma boa pedida para começar bem seu fim de semana. O bar recebe o show de Tammy Santos e ainda tem o som do DJ Edu Pietro. Os modernos se jogam no Glória na noite de meninos Alfa. O line-up traz Felipe Abe e Beto Siqueira.
Sábado o Disponivel.com se junta ao clube Tunnel no Dia Mundial de Combate à AIDS. Juntos, eles promovem a festa Se Liga, que vai contar com distribuição de material educativo, preservativos e orientações sobre a prevenção do HIV. Tem show de Gretta Star e som de Gustavo Vianna. A The Week também arma uma noite engajada. Batizada de The Week in Red, a festa terá a cor vermelho, símbolo da luta pela AIDS, espalhada por todo o clube. As camisetas da campanha "Todas as Cores Todos os Amores", cuja parte da renda irá para a casa de apoio Brenda Lee, estarão à venda no clube durante toda a noite.
Domingo tem mais animação na The Week, dessa vez com a Nova Pool Party. O clube recebe o DJ espanhol Taito Tikaro, um craque das cabines. A matinê da Blue Space também vem fervida com os shows de Michelly Summer e sua trupe. Robson Mouse faz o som.
Rio Nessa sexta rola a festa Wobble no Fosfobox. A noite foca no Dubstep, mistura de música instrumental com ritmos digitais. Enquanto isso no Cine Ideal tem a rebolativa Pop Fun. Tocam Ricky Castro e Fabio Morgado.
Sábado é noite de Madonna Welcome na Le Boy, em homenagem a diva do pop. Os DJs Ricardo Rodrigues e Vine comandam a pista. Antes de passar por São Paulo, o DJ Taito Tikaro é a principal atração da Cosmopolitan na The Week. Prepare-se para ouvir um som dos melhores.
Domingo a rainha do pop está de volta à cidade e apresenta seu o show da sua MDNA Tour no Parque dos Atletas. A Duo do 00 arma after-party do show logo após a apresentação da loira. O DJ Rafael Calvente comanda o fervo.
Pelo quinto ano consecutivo, o Disponivel.com reverterá as vendas de assinaturas do site efetuadas no dia 1º de dezembro para auxiliar a casa de apoio Brenda Lee, que atende, em sua maioria, travestis portadoras do vírus HIV na cidade de São Paulo.
Será revertida toda a venda com cartão de crédito e boletos bancários - gerados e pagos no dia 1/12 (descontando os impostos e taxas) - em alimentos e materiais para melhorias na casa, que a própria instituição julga necessário, na ocasião do levantamento final do valor arrecadado. Esta é uma das ações sociais que a empresa Infonet Business, gerenciadora do site, faz durante o ano.
Escolher uma casa que dá apoio a travestis foi feita após observar que este grupo é um dos mais vulneráveis e que também recebe menos apoio da população.
Segundo a própria instituição, a crise financeira internacional afetou doações e donativos enviados por usuários do Disponivel.com através de campanhas em anos passados foram extremamente importantes para a manutenção da casa.
Após a entrega da doação, será publicado no site A Capa e no blog do Disponivel.com a lista com a quantidade de cada item, valores e discriminação de serviços e a carta de agradecimento enviada pela instituição, conforme aconteceu nos anos anteriores.
A casa Brenda Lee A travesti Brenda Lee, nascida Cícero Caetano Leonardo e assassinada em 1996, foi quem transformou a antiga hospedaria em casa de apoio. A instituição tem um papel importante na história da epidemia de Aids, por ter sido uma das primeiras a acolher vítimas da doença.
No começo da epidemia, era comum pessoas abandonarem familiares e conhecidos soropositivos em frente a instituição. Hoje, no hall de entrada da casa, há uma maquete de um projeto que deve ser a nova sede, que terá mais leitos.
A obra ainda não tem previsão de início, mas deve ocupar a área onde hoje funciona um estacionamento, do outro lado da rua. A casa está localizada na rua Major Diogo, 779, na região central de São Paulo.
Na foto, a diretora da Casa Brenda Lee, Maria Luiza, ao lado do retrato de sua fundadora
Serviço: Casa de Apoio Brenda Lee Rua Major Diogo, 799 - Centro - São Paulo (11) 3112.1384 - www.brendalee.org.br
O Ministério da Saúde está divulgando a campanha “Fique Sabendo” como parte das realizações do Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro.
A ação tem como objetivo alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, que garante ao portador do vírus uma melhor qualidade de vida. De acordo com o Mistério da Saúde, de 530 mil pessoas que vivem com HIV no Brasil, 135 mil desconhecem sua situação.
A realização do teste é recomendada para toda a população e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O teste é gratuito, rápido, seguro e sigiloso.
O site A Capa apóia a campanha e tem como missão ressaltar que o último Boletim Epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostrou que, de 38,8 mil novos casos registrados este ano, mais da metade são jovens de 15 a 24 anos que fazem sexo com outros homens.
Por isso é importante a realização do teste, além do uso do preservativo, tanto na primeira transa como em relações duradoras. Fique esperto, e não marque bobeira!
Em caso de dúvidas, procure a Unidade de Saúde mais perto de você. Informe-se pelo 136 ou www.aids.gov.br.
O A Capa já tinha contado sobre a campanha "Todas as Cores Todos os Amores". Dez estilistas brasileiros desenvolveram uma estampa de camiseta em prol de uma boa causa. As peças foram confeccionadas por uma cooperativa de costureiras e terão parte de sua renda revertida para a casa de apoio Brenda Lee, que dá suporte há pessoas portadoras de HIV.
Participam da ação os estilistas Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Walério Araújo, Fernanda Yamamoto, Wilson Ranieri, Mark Greiner, Estúdio Xingu, Weider Silveira, Andrea Ribeiro e Michelly X. Todas as estampas são exclusivas e foram desenvolvidas pelos dez estilistas especialmente para a campanha.
A The Week também apoia o projeto e no próximo sábado, 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à AIDS, arma a festa The Week in Red. A cor vermelha estará presente por todo o clube, desde a iluminação, cenografia, até o figurino. Laços vermelhos, símbolos da luta contra a AIDS, estarão espalhados pela casa.
As camisetas da campanha "Todas as Cores Todos os Amores" estarão à venda no clube durante toda a noite. Se você for se jogar por lá, não deixe de garantir a sua. Abaixo você confere o vídeo da campanha.
The Week in Red
Sábado - 01/12
Local: Rua Guaicurus, 324 - Lapa
Preço: a partir de R$ 45