Dando sequência na cobertura das eleições municipais, o site A Capa enviou perguntas para todos os candidatos LGBTs a vereador na cidade de São Paulo. As mesmas questões foram enviadas para os 10 representantes da comunidade gay que concorrem a uma vaga na Câmara Municipal da cidade. A seguir você confere a entrevista com Maria Fuentes, candidata do PTB.
Como surgiu a oportunidade de você se candidatar a vereadora? Sou empresária, dona da Editora Neon e tenho uma revista destinada para o público LGBT, a Revista Arco Iris, que esta online. Saindo as ruas para fazer matérias, senti de perto a necessidade de fazer alguma coisa para os adolescentes que são expulsos de casa, os travestis que estão nas esquinas, muitos formados, mas a sociedade e os grandes empresários desprezam por preconceito, por tudo isso resolvi me candidatar. Sou Vice-Presidente Estadual do PTB Diversidade, um partido que tem o total respeito às causas LGBT, e da qual me deu total liberdade para criar propostas e ajudar todas as pessoas, sempre respeitando os Direitos Humanos. O PTB quer nos dar visibilidade e igualdade. Estou me candidatando pela primeira vez.
Quais são seus diferenciais em relação aos outros candidatos? Sensibilidade, luta, desafio e muito trabalho pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, fortalecer projetos e ações com foco em saúde e direitos humanos.
Quais são suas principais propostas? PLANO BASE: Criação de NÚCLEOS do tipo "Centrais de Atendimento LGBT" - que consiste na implantação de centrais de atendimento regionalizadas e equipadas de acordo com as maiores necessidades da área, que seriam detectadas por técnicos especializados através de estudo social, verificação de estatísticas e análise de perfil da comunidade inserida em determinada região do município de São Paulo. Esses núcleos terão conexão direta com diversos serviços públicos, como por exemplo, delegacias, que seriam já orientadas a receber quaisquer solicitações de atendimento originadas destes núcleos, de modo a agilizar o combate à homofobia através do encaminhamento que seria feito por pessoas preparadas e que integrassem o trabalho realizado nos núcleos. Na área da saúde, ainda a título exemplificativo, os núcleos ofereceriam atendimento ambulatorial, odontológico e medicina preventivo-especializada, e paralelamente, se necessário, estariam preparados a realizar encaminhamento por profissionais especializados a hospitais e eventualmente prontos socorros para procedimentos mais complexos. Esse sistema de "comunicação regionalizada" entre os centros e setores de serviços públicos, além do próprio atendimento especializado a ser oferecido dentro dos próprios centros, viabiliza o melhor e mais eficiente atendimento deste grupo social, que apresenta necessidades e dificuldades específicas em todas as zonas de São Paulo, abrangidas as diversas áreas de necessidade do cidadão. Como consequência, o munícipe deste grupo estaria melhor atendido em termos de qualidade e especialização, além de desafogar o atendimento em serviços públicos. Dentro da proposta da criação do núcleo REGIONALIZADO teríamos para todos os setores, o que poderia ser ampliado e inclusive direcionado aos funcionários dos órgãos próprios, em especial saúde, segurança e educação: Implantação de programas de capacitação técnica para atendimento especializado ao público LGBT Campanha de humanização no atendimento Seria dada a pessoa a faculdade de procurar os núcleos de atendimento LGBT, onde estariam centralizados outros serviços especializados, como assistência jurídica, orientação fiscal, medicina preventiva e outras, justamente para que o cidadão exerça seu direito de escolha relacionado ao tipo de atendimento que prefere o que vem de encontro ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana Busca de maiores recursos financeiros que financiem campanhas, fóruns, etc... Que visem o fortalecimento dos movimentos sociais, conselhos e ONGs que atuem na luta pelos direitos LGBT, com vista a concretização de políticas de qualidade no âmbito da saúde, educação, cultura e segurança publica SETOR EDUCAÇÃO Cursos profissionalizantes com posto de orientação à melhor formação Campanhas bem mais "agressivas" dentro do ambiente escolar e curso de capacitação para profissionais da educação. Implantação de núcleos de conciliação para pais, alunos e professores ou caso inviável, que ao menos haja a presença de um profissional especializado dentro do ambiente escolar para atuação em situações em que se configure ocorrência de bullying. Muitas vezes é preciso realizar um trabalho familiar e não apenas com o estudante. Palestras em escolas da rede municipal, com participação obrigatória dos estudantes e professores. SETOR SAÚDE Atendimento Clínico Odontológico Atendimento Preventivo Fornecimento de remédios Implantação dessa especialização dentro do já existente PSF (Programa de saúde da Família); Disponibilização de apoio psicológico e social às famílias de portadores de HIV no postos de saúde em geral Atendimento especializado para travestis e transexuais Na saúde, quando se fala em hospitais gerais, prontos socorros e postos de saúde, que são locais de atendimento geral, seria obrigatória a preparação do profissional da área da saúde para atendimento a este público específico, acompanhado de trabalho de campanha de divulgação do combate ao preconceito
SETOR SEGURANÇA Combate à homofobia urgente, que respeite os direitos humanos Treinamento e conscientização dos funcionários desse setor em relação ao tratamento dirigido ao cidadão integrante da comunidade LGBT. Esclarecimento acerca de aspectos comportamentais que eventualmente sejam específicos desse grupo, e orientação sobre como lidar com as diferenças mantendo o respeito ao ser humano, observado o integral cumprimento da lei Priorização na humanização nas relações - esta não deve ser considerada como providência capaz de representar um fator de risco para a correta aplicação da norma. E mais: o trabalho realizado na seara da educação repercute diretamente na Segurança, haja vista que a diminuição do bullying escolar, o que via de consequência implicaria numa diminuição de demanda nesse segmento.
SETOR ASSISTÊNCIA JURIDICA E FISCAL Orientação em especial nas áreas cível (incluindo-se União Estável, Adoção), trabalhista e previdenciária Convênio com cartórios Orientação fiscal básica generalista, com direcionamento para postos e órgãos próprios, eliminando-se dúvidas e consequentemente filas. SETOR ASSISTÊNCIA SOCIAL Trabalho e combate a pobreza da população LGBT Recolocação no mercado de trabalho de forma mais regionalizada, preenchendo-se vagas próximas à residência do assistido, o que representa diminuição no uso de transporte público e tempo de deslocamento, melhorando a qualidade de vida da pessoa Indicação por profissionais para que o cidadão venha a integrar programas de habitação Núcleo de acolhimento para adolescentes LGBT desamparados pela família Lar - Abrigo para travestis, transexuais e idosos LGBT SETOR SERVIÇOS Manutenção de tele centros, com internet, fax, telefonia Serviços relacionados à higiene e bem estar: Cabeleireiro, curso de yoga e similares Recolocação profissional ATUAÇÃO ESPECÍFICA JUNTO AOS CONSELHOS TUTELARES PARA: Garantir da presença de profissional capacitado a prestar orientação psicológica e social às famílias atendidas por este serviço e que apresentem problemas nessa área Promover maior integração Conselho Tutelar e Escola EVENTOS ESPORTES E LAZER Realização de eventos de visibilidade LGBT em toda a cidade. Ex: exposições, feiras, música, dança, oficinas, leitura, teatro, cinema, jogos Proposta Complementar: Criação de Conselho Municipal de Combate ao Preconceito.
Como você pretende ajudar a combater os ataques homofóbicos nas ruas de SP? Com prevenção, educação, treinamento, conscientização e capacitação dos policiais, orientação sobre como lidar com as diferenças mantendo o respeito ao ser humano, observado o integral cumprimento da lei. Leis mais duras.
Na sua opinião, qual é o maior problema enfrentado atualmente pela população LGBT de São Paulo? Na minha opinião não somente a comunidade LGBT, mas todos os setores estão com problemas, tem que ter política direcionada a população. O preconceito e a homofobia, só vão terminar com educação, funcionários bem capacitados. Não é possivel que o país que tem a maior parada gay do mundo, não tem ainda uma educação voltada para a população LGBT.
De que forma pretende construir seus aliados políticos? Se eleita, meu gabinete sempre estará de portas abertas para a população LGBT. Sinto-me preparada para ser vereadora da nossa cidade.
Para saber mais sobre as eleições municipais acesse o blog Eleições LGBT.
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Dando sequência na cobertura das eleições municipais, o site A Capa enviou perguntas para todos os candidatos LGBTs a vereador na cidade de São Paulo. As mesmas questões foram enviadas para os 10 representantes da comunidade gay que concorrem a uma vaga na Câmara Municipal da cidade. A seguir você confere a entrevista com Paula Beatriz, candidata do PSOL.
Como surgiu a oportunidade de você se candidatar a vereadora?
A oportunidade surgiu após a filiação ao Partido Socialismo e Liberdade - PSOL, pois sempre atuei de olho na qualidade da escola pública, na formação dos educadores e na responsabilidade das políticas públicas educacionais necessárias e urgentes.
Quais são seus diferenciais em relação aos outros candidatos?
Sou transexual, professora da rede municipal de São Paulo, pedagoga, pós-graduada em Gestão Educacional, Diretora de Escola da rede estadual de São Paulo. Tenho 41 anos. Nascida e criada em Campo Limpo, zona sul de SP. São 25 anos de magistério público, sempre respeitando os princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência expressos em nossa Carta Magna.
Quais são suas principais propostas?
1 Transparência e equilíbrio na relação com a sociedade;
2 Assegurar o desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, responder aos desafios em cooperação com outros níveis de governo. Para isso, precisamos adotar uma abordagem mais efetiva e integrada nas políticas locais e regionais, compatibilizando os objetivos ambientais, sociais, políticos, culturais e econômicos. E garantir que esforços para melhorar a qualidade de vida local não ponham em risco a qualidade de vida de pessoas noutras partes do mundo ou das gerações futuras.
3 Trabalhar pela viabilização de uma Comissão Permanente de Legislação Participativa, que busque ser uma ponte direta de contato com a sociedade civil, que quer e precisa contribuir no processo legislativo municipal e, assim, contribuir para a modernização e a democratização da Câmara;
4 Colocar nosso mandato integralmente a serviço da luta pela educação pública de qualidade. Vamos resgatar a escola em horário integral, salários dignos para os servidores da educação e defesa da ampliação das creches para nossas crianças;
5 Mobilizar a cidade para contrapor-se ao poder das empresas que monopolizam os transportes públicos em São Paulo, racionalizando o sistema de transporte;
6 Incorporar integralmente a pauta do movimento de democratização da informação. Dentre as prioridades, vamos lutar para colocar no ar a TV e a Rádio Pública Municipal e o acesso de todos à internet banda larga garantindo uma comunicação democrática na cidade;
7 Valorizar a nossa cultura, a nossa arte e os artistas. Vamos buscar construir mecanismos legais que impeçam que a Prefeitura continue humilhando nossos artistas com cachês simbólicos e editais inacessíveis. Vamos articular a educação pública e a cultura;
8 Democratizar e harmonizar o planejamento da cidade. Vamos trabalhar para uniformizar e harmonizar a legislação e os procedimentos do poder público na gestão da ocupação do solo e da mobilidade urbana, para que o Plano Diretor da cidade esteja em sincronia e devidamente hierarquizado com as leis de ocupação do solo. Vamos enfrentar a lógica dos megaeventos e da privatização do espaço urbano, queremos uma cidade para os cidadãos e não somente para os consumidores;
9 Saúde não é mercadoria e nem peça de propaganda. Vamos trabalhar para que São Paulo seja exemplo na saúde pública. Para tanto, é necessário fortalecer a Estratégia da Saúde da Família e combateremos a privatização da saúde e sucateamento do SUS. Não precisamos de mais UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), mas sim que os atuais postos de saúde e policlínicas funcionem. Vamos trabalhar a mobilização da sociedade para exigir saúde pública e de qualidade e enfrentar a privatização que se realiza através da OSS (Organização Social de Saúde);
10 Integrar ou instituir a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT;
11 Integrar ou instituir a Frente Parlamentar em HIV/AIDS;
12 Integrar ou instituir outras Frentes Parlamentares voltadas para questões sociais e a promoção da cidadania de populações mais vulneráveis;
13 Apresentar / aprovar outras proposições a favor da garantia, defesa, promoção e proteção da cidadania e dos direitos humanos de pessoas LGBT;
14 Votar contra projetos de lei que foram, propositadamente ou não, a igualdade de direitos da população LGBT garantida pela Constituição Federal;
15 Zelar pela defesa do Estado Laico, inclusive no que diz respeito a não utilização de símbolos religiosos em repartições públicas;
16 Garantir no PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual) recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Como você pretende ajudar a combater os ataques homofóbicos nas ruas de SP?
Vamos trabalhar para criar e consolidar legislações que protejam todas as populações historicamente oprimidas para que efetivamente a cidade de São Paulo diga não às opressões e a qualquer forma de discriminação.
Na sua opinião, qual é o maior problema enfrentado atualmente pela população LGBT de São Paulo?
A homofobia, pois "Violências dos mais variados tipos contra a população LGBT estão presentes nas diversas esferas de convívio social e constituição de identidades dos indivíduos. Suas ramificações se fazem notar no universo familiar, nas escolas, nos ambientes de trabalho, nas forças armadas, na justiça, na polícia, em diversas esferas do poder público - onde se manifesta a homofobia institucional." (Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil ano de 2011, pág. 5).
De que forma pretende construir seus aliados políticos?
Apresentando um firme compromisso com o povo de São Paulo, combatendo a desigualdade e promovendo um choque de democracia e participação, pois considero possível a enorme tarefa de construir uma São Paulo mais justa, democrática, livre e igualitária.
Para saber mais sobre os candidatos às eleições municipais acesse o blog Eleições LGBT.
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Nascido em 1942, o cineasta e ativista alemão Holder Bernhard Bruno Mischwitzky adotou o nome artístico de Rosa Von Praunheim como forma de protestar contra o símbolo do triangulo rosa, usado para identificar homossexuais nos campos de concentração nazista.
Provocando a Alemanha desde o início de sua carreira, Rosa causava incômodo por lembrar o passado cruel de seu país e ao defender o direito dos homossexuais em suas obras.
Com o título "Não É o Homossexual Que É Perverso, mas a Situação em Que Ele Vive", o filme de 1970 mostra o engajamento de Rosa ao misturar documentário e ficção para retratar, não só a repressão da sociedade contra gays, como também questionar o estilo de vida e a falta de consciência política dos homossexuais às condições em que vivem. Mais atual, impossível.
Este longa, assim como 18 filmes do cineasta - que comemora 70 anos em novembro - serão exibidos na mostra "Imagens Engajadas - Uma Homenagem a Rosa Von Praunheim", no Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo, até o dia 7 de outubro.  Cena de "Os garotos Bahnhof Zoo", documentário sobre garotos de programa em Berlim, também presente na mostra
Combatente ao vírus da Aids, Rosa também produziu obras relacionadas ao tema, como "Trilogia da Aids 1 - Positivo", que poderá ser vista na quarta-feira (03). O trabalho traz entrevistas com homossexuais soropositivos de Nova York que falam sobre como lidam com a doença.
Ainda na programação , a história do sexólogo alemão Magnus Hirschfeld, que defendeu a emancipação dos homossexuais, é retratada no longa "O Einsten do Sexo", que será exibido na sexta-feira (05).
Para conferir a programação completa clique aqui.
Serviço: "Imagens Engajadas - Uma homenagem a Rosa Von Praunheim" Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112, centro). Tel: (011) 3113-36511 Até 07/10 R$ 4 (sessões em DVD: grátis) |
O canal de TV a cabo americano Logo, que veicula programação direcionada ao público LGBT e simpatizante, cancelou a exibição de um documentário de 2007 sobre Paris Hilton, que estava programado para ir ao ar.
Paris Hilton Inc., o nome do documentário que trata dos negócios da herdeira da famosa rede de hotéis, foi substituído pelas atrações The Antics Road Show e Pretty Boys, informaram os site The Hollywood Reporter e New York Post nesta terça-feira (25).
Citando fontes da emissora, o New York Post diz que o motivo não podia ser outro: os polêmicos comentários feitos por Paris Hilton sobre gays e AIDS na semana passada. "Gays são nojentos. A maioria deles tem AIDS", disse a loira em uma conversa privada gravada por um taxista em Nova York.
Assim que a notícia caiu na mídia, os empresários de Paris Hilton enviaram uma nota procurando justiticar o comportamento da patricinha: "Os comentários de Paris Hilton foram para expressar que é perigoso para qualquer um fazer sexo sem proteção. A conversa começou depois que um amigo gay bem próximo de Paris contou para ela num táxi uma história sobre um gay que tinha AIDS e continuava a fazer sexo sem proteção. Eles também discutiram sobre um site que incentiva os gays a fazerem sexo casual , sem se protegerem, com estranhos. Seus comentários foram com relação a essas pessoas, que se promovem no site. O taxista que gravou a conversa, forneceu apenas uma parte dela. Não foi sua intenção fazer qualquer comentário depreciativo sobre todos os gays. Paris Hilton é uma grande apoiadora da comunidade gay e nunca faria qualquer declaração negativa sobre a orientação sexual de alguém".
Paris Hilton também enviou um pedido de desculpas para a GLAAD - Gay and Lesbian Alliance Against Defamation, organização LGBT que lida com questões de mídia nos Estados Unidos. Na nota, a loira se lamenta pela dor que causou a seus amigos gays, fãs e suas famílias.
Hilton novamente se diz uma apoiadora da comunidade gay e afirma que os gays são as pessoas mais fortes e inspiradoras que ela conhece. Ela também volta a afirmar que os comentários não se referiam aos gays como um todo - e declara esperar que suas desculpas sejam aceitas.
Será que foram? O canal Logo pertence à Viacom, conglomerado que compreende a BET Networks, a MTV Networks, a Paramount Pictures e é também dono dos canais MTV, VH1 e Nickelodeon. |
Na semana passada, a declaração do deputado federal e pastor Marcos Feliciano causou polêmica aqui no A Capa. O pastor disse que "a AIDS é um câncer gay". Após o discurso do deputado do PSC de São Paulo, que foi feito durante o congresso dos Gideões Missionários e divulgado pelo também deputado Jean Wyllys, um abaixo assinado pede a cassação de Marcos Feliciano. A petição se dirige a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Para quem não se lembra, o deputado foi o mesmo que disse que estaríamos armando uma "ditadura gay" no País, que gostaríamos de expulsar Deus do Brasil e propôs ajudar a promover uma audiência pública sobre a "cura" da homossexualidade. Confira o que diz o texto do documento. "Segundo o discurso do parlamentar e também pastor, os homossexuais e os usuários de drogas seriam os responsáveis pela disseminação do vírus da AIDS. Em sua conta no Twitter, Feliciano também culpou a 'sexualidade libertina' pelo aumento dos casos da doença. Por concluir que manifestações como essas se enquadram como racismo, segregação racial, falta de respeito aos direitos humanos, homofobia e são de caráter separatista frente a população, sendo assim, nós, membros da sociedade civil, exigimos a cassação do mandato do parlamentar em questão, bem como as sanções legais cabíveis por crime de racismo e homofobia e quebra de decoro parlamentar". Para fazer valer sua opinião e participar do abaixo-assinado, clique AQUI.
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O Pegação, único webprograma do Brasil sobre sexo entre homens, fala na sua 18° edição a respeito do sentimento de culpa que alguns têm por transarem com vários parceiros. Em conversa no programa, o psicólogo Amilton Martins dos Santos, do instituto Conhecer e Agir, fala sobre como lidar com esse tipo de sensação e de que forma saber o que seria certo e errado.
O programa ainda exibe um comercial bem engraçado sobre o uso de camisinha e mostra um aparelho que ajuda a desenvolver os mamilos. O "Pegação" é iniciativa do projeto "Meta na Sua Cabeça - Proteção e tesão devem andar juntas", de iniciativa do Disponivel.com e da ONG Estruturação - Grupo LGBT de Brasília. |
Parece que o deputado-pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) ainda não se "curou" de sua obsessão pelos homossexuais. Depois de escrever que estaríamos armando uma "ditadura gay" no País e gostaríamos de expulsar Deus do Brasil e de ajudar a promover uma audiência pública sobre a "cura" da homossexualidade, Feliciano voltou à baila, dessa vez para ecoar os anos 80 e chamar a AIDS de "câncer gay" - e responsabilizar os homossexuais pela doença.
A ultrajante acusação se deu durante discurso proferido durante o congresso dos Gideões Missionários. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20) em um artigo do deputado gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) para o site Brasil247.
Para Wyllys, a "doentia obsessão" de Feliciano mostra "o nível de ódio que o discurso dos fundamentalistas religiosos vem atingindo e o perigo que eles podem representar para a nossa democracia se os poderes públicos (executivo, legislativo e judiciário) não tomarem as devidas providências".
Sem papas na língua - ou nos dedos -, o deputado do PSOL retratou com palavras duras a participação do Pr. Feliciano no citado congresso: "Como um psicótico em surto, com direito a lágrimas em momentos estratégicos e trilha sonora caótica que evoca urgência e dramaticidade [...], o discurso de Feliciano seria de apavorar qualquer pessoa que não seja de coragem. Com seu proselitismo hipócrita, ele tem, como única missão - em seu discurso assim como na Câmara dos Deputados - atacar as religiões minoritárias e a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT)".
Wyllys também argumenta que o parlamentar evangélico suprime informações sobre a AIDS, como a mudança no perfil dos infectados: "Desde o surgimento da AIDS na década de 80, o perfil dos infectados se modificou drasticamente, há muito tempo deixando de ser uma doença restrita aos LGBTs e passando a atingir cada vez mais jovens, mulheres e idosos heterossexuais. As mulheres respondem por 48% das novas infecções e os jovens com idades variando entre 15 e 24 anos, por 42%. Somente entre 2000 e 2010, o percentual de pessoas com mais de 60 anos infectadas, subiu 150%", escreveu.
A manifestação de Wyllys gerou uma resposta de Marcos Feliciano em sua conta no Twitter. "A sexualidade libertina, como forma de expressão, pode gerar DST/Aids e alguns militantes pregam essa liberdade essa é minha indignação", escreveu o evangélico. "AIDS: A doença apareceu desde 1977 em homossexuais por transmissão sexual, depois através de usuários de drogas e se espalhou pelo mundo", continua Feliciano. "A história da AIDS começou sim com homossexuais, isto é fato e ninguém pode negar é história e ponto final. Hoje independente da história é caso de saúde pública, portanto de todos nós, e pode contaminar a todos. AIDS é um câncer social", finalizou.
Questão histórica
Da parte deste repórter que vos escreve, deve-se dizer que talvez falte clareza histórica ao deputado-pastor Marcos Feliciano e, por isso, cabem alguns esclarecimentos:
1. Em primeiro lugar, não é verdade que a AIDS apareceu em 1977. O caso de positividade para o HIV mais antigo conhecido é de 1959, de um homem da cidade de Kinshasa, na hoje República Democrática do Congo. Outra amostra bastante antiga é de uma mulher da mesma cidade, morta em 1960. A teoria mais aceita é que a origem do HIV é o SIV - vírus da imunodeficiência símia -, que migrou de dois grupos de chimpanzés - um resultou no HIV-1 e outro no HIV-2 - para os seres humanos e sofreu mutação, segundo estudo publicado em 2008 na revista Nature.
2. O mesmo estudo apontou que o vírus começou a se espalhar pelo continente africano durante os anos 60 - mas o HIV seria bem mais antigo que isso. A pesquisa sobre as duas amostras mais antigas do vírus, de 1960 e 1959, indicou que elas provieram de um mesmo hospedeiro humano, que teria vivido entre 1884 e 1924. O HIV teria, muito provavelmente, surgido em 1908 - contando, portanto, com mais de 100 anos de existência. Embora seja uma "teoria da conspiração" bastante conhecida, o contato do SIV com o organismo humano na África que originou o HIV não se deu por sexo entre humanos e chimpanzés, mas provavelmente por um hábito bastante disseminado na região, que é o de caçar e comer carne de símios. Posteriormente, fatores histórico-culturais desencadearam a epidemia africana via contato sexual e/ou por uso de drogas.
3. Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, também foi traçada a rota do HIV: depois de ter nascido na África no começo do século 20 e se espalhado pelo continente em meados dos anos 60, chegou ao Haiti por volta de 1966, provavelmente trazido nos organismos de trabalhadores haitianos contratados pela atual República Democrática do Congo. Do Haiti, passou para os Estados Unidos, provavelmente em torno de 1969, por meio de um único portador.
4. Uma vez nos Estados Unidos, o vírus se espalhou em território americano e daí para o mundo. Em 1981, foram diagnosticados os primeiros casos a partir de um surto de sarcoma de Kaposi - e a comunidade gay e de usuário de drogas foram as primeiras impactadas. A nova doença recebeu por isso o nome de GRID - gay-related immune deficiency (ou imunodeficiência relacionada aos gays). Na sequência, como todos sabemos, houve a descoberta do causador da nova doença em 1983 (o HIV), esta foi rebatizada como AIDS e, progressivamente, houve a expansão da pandemia para outros grupos populacionais.
5. No entanto, conforme indicam as mudanças nos perfis de atingidos pela AIDS informadas por Jean Wyllys, mas também seu próprio histórico como relatado em 1, 2, 3 e 4, mesmo considerando o alto impacto que a pandemia teve - e ainda tem - na comunidade homossexual, o vírus não apenas não escolhe orientação sexual para ser transmitido, como dizer que a AIDS é "responsabilidade dos homossexuais" é uma incorreção histórica. A AIDS é uma zoonose, como tantas outras que a humanidade conheceu - impossíveis de serem totalmente evitadas, dado nosso contato com animais e o consumo de carne - que surgiu casualmente e por infelicidade. Seu causador, o HIV, calhou de ser transmitido por via sexual, assim como outros vírus são transmitidos pelo toque ou pelo ar.
Conclusão
Resumindo, portanto, AIDS não é "câncer" de ninguém, não é "culpa" de ninguém e nem tem relação íntima com "libertinagem" ou "promiscuidade", uma vez que também não é o número de vezes que se pratica o sexo que define quem poderá ter HIV ou não.
Embora se saiba que a redução de parceiros contribua para diminuir o risco de adquirir o HIV, isso se dá por um motivo simples: reduzem-se as chances pelas quais o vírus pode adentrar o organismo, uma vez que a principal via é a sexual, da mesma forma que estar em um lugar arejado reduz as chances de pegar tuberculose. O uso da camisinha aí se insere, uma vez que ela evita a infecção por impedir o contato com fluidos sexuais.
Não deriva daí, porém, que haja "condenação" em transar com muitas pessoas ou várias vezes, já que basta apenas uma para que o vírus se instale. A questão, portanto, é meramente estatística - e não moral.
Finalmente, é preciso considerar que os soropositivos são pessoas plenas de direito e respeito, que não estão sendo "punidas" por qualquer comportamento. Apenas encontraram o vírus em determinado momento de suas vidas. Discursos como o de Marcos Feliciano não apenas atacam os gays, mas também essas pessoas, que não precisam que ninguém torne suas vidas mais difíceis.
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Bafão envolvendo Paris Hilton. De acordo com o site TMZ, um taxista gravou uma conversa que Paris teve com um amigo ao telefone enquanto andava no seu táxi em Nova York. Durante o papo, Paris disse: "Os gays são as pessoas mais taradas do mundo... eles são nojentos. A maioria deles tem AIDS. Eu teria medo se fosse gay... você iria gostar de morrer de AIDS?!". Após a gravação cair na mídia e, obviamente, gerar muita confusão, os empresários da patricinha emitiram uma nota para justificar o que Paris disse. "Os comentários de Paris Hilton foram para expressar que é perigoso para qualquer um fazer sexo sem proteção. A conversa começou depois que um amigo gay bem próximo de Paris contou para ela num táxi uma história sobre um gay que tinha AIDS e continuava a fazer sexo sem proteção. Eles também discutiram sobre um site que incentiva os gays a fazerem sexo casual , sem se protegerem, com estranhos. Seus comentários foram com relação a essas pessoas, que se promovem no site. O taxista que gravou a conversa, forneceu apenas uma parte dela. Não foi sua intenção fazer qualquer comentário depreciativo sobre todos os gays. Paris Hilton é uma grande apoiadora da comunidade gay e nunca faria qualquer declaração negativa sobre a orientação sexual de alguém". Mas que ela generalizou no comentário, generalizou!
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Diagnosticado portador do HIV em 1995, a vida do norte-americano Timothy Ray Brown (foto), hoje com 46 anos e conhecido como o "Paciente de Berlim", mudaria para pior e para melhor a partir de 2007.
Naquele ano, Brown, que então vivia na capital alemã, foi diagnosticado com leucemia, não relacionada ao HIV. Foi, então, que seu médico fez uma sugestão radical: submetê-lo a um transplante de células-tronco retiradas da medula óssea de um doador para combater o câncer - e o vírus.
Isso porque a proposta do hematologista, Dr. Gero Hütter, era usar não apenas as células-tronco de um doador compatível "qualquer", mas as de um que tivesse ainda uma rara mutação genética que impede que suas células produzam a proteína CCR5, normalmente presente nos linfócitos T CD4+ e fundamental para o HIV entrar nessas células, infectá-las e se multiplicar.
Os portadores da mutação - presente em cerca de 1% dos caucasianos, principalmente do norte da Europa, segundo reportagem da CNN em junho deste ano - são extremamente resistentes ao HIV. Sem usar sua principal "fechadura" para entrar nas células, o vírus fica à mercê do sistema imune, e a infecção não se instala.
Encontrado o raríssimo doador compatível, Brown foi submetido a uma série de intervenções médicas complexas, que incluíram irradiação de corpo inteiro e dois transplantes com as células-tronco, entre 2007 e 2008. O segundo transplante foi necessário porque a leucemia reapareceu depois de 13 meses.
Pareceu ter dado certo: em 2008, a mídia já acompanhava seu caso. Em 2009, o processo foi descrito na New England Journal of Medicine; e, em 2010, na revista científica Blood, a equipe médica que o acompanhava já falava em evidência de cura. Livre da leucemia, Brown também deixou de tomar a medicação antirretroviral contra o HIV, manteve sua imunidade em alta, e os resultados preliminares sugeriam que o vírus havia sido eliminado de seu organismo. Vestígios genéticos Agora, em 2012, cinco anos depois, a cura já parecia uma realidade. No entanto, em junho, novos dados apresentados na Espanha levantaram dúvidas sobre a presença de traços do HIV em tecidos do "Paciente de Berlim". Não vírus inteiros, capazes de se replicar, mas pedaços de genes virais.
Os pesquisadores vascularam 9 bilhões de células de Brown, do sangue, linfonodos, fluido espinhal e trato intestinal. Quatro laboratórios não encontraram vestígio algum, mas três grupos, trabalhando no limite de detecção de testes ultrassensíveis, encontraram o que acreditaram ser pedaços de material genético do HIV: dois no plasma sanguíneo e um nas células intestinais.
"Há alguns sinais do vírus e não sabemos se são reais ou contaminação e, nesse momento, não podemos dizer com certeza se houve a completa erradicação do HIV", disse Steven Yukl, da Universidade da Califórnia, San Francisco, ao site ScienceInsider. Yukl foi o responsável por apresentar os novos dados. "O ponto da apresentação foi levantar a questão de como é que vamos definir uma cura e, nesse nível de detecção, como sabemos que o sinal é real?".
A descoberta levou a um intenso debate na comunidade médica e acadêmica. Embora alguns médicos tenham permanecido céticos quanto à cura, outros levantaram a hipótese de contaminação de amostras nos laboratórios e falsa leitura - e, como havia diferenças em relação ao material genético do vírus que Brown tinha em 2007, houve até quem acreditasse que ele houvesse se reinfectado em práticas sexuais inseguras, o que o (ex-)paciente negou prontamente.
"Os níveis extremamente baixos de vírus que foram detectados, empurrando os limites de sensibilidade e especificidade ... Tornam impossível concluir que o sujeito permaneça infectado pelo HIV", escreveram os pesquisadores. Cura efetiva No entanto, para Timothy Ray Brown e os cientistas que estudam a AIDS, mesmo se a descoberta efetivamente indicar que ainda há vestígios de material genético do vírus em seu organismo, isso não significa que ele não esteja curado.
Ainda segundo a CNN, os cientistas esperavam um tipo de cura por esterilização, ou seja, eliminação total e completa do vírus, de todas as células do organismo - mas é possível que algum material genético do HIV tenha permanecido escondido nas células imunes. Não houve, porém, evidências de que estaria se replicando ou mesmo criando vírus completos em Brown. Seria, portanto, uma cura clínica, ou funcional.
Nesse sentido, o Dr. Hütter, o alemão que começou a história toda, já fala, sem meias palavras, em cura real. Hütter e Brown fizeram sua primeira aparição pública juntos nos Estados Unidos na última quarta, 12, em um simpósio sobre terapia genética na Universidade de Washington em St. Louis.
Hütter disse que já se passou tempo suficiente para dizer que Brown está curado, citando o mesmo padrão de cinco anos utilizado para afirmar a certos pacientes de câncer que eles estão livres do problema.
"Desde o início da epidemia, há 30 anos, a nossa compreensão de como funciona o vírus aumentou dramaticamente e nos permitiu desenvolver medicamentos para controlar a doença. No entanto, essa foi a primeira vez que vi um processo médico eliminar o HIV do corpo completamente", disse Jason Warriner, diretor clínico do Terrence Higgins Trust, no Reino Unido, segundo o site PinkNews.
Infelizmente, porém, o tratamento a que se submeteu Timothy Brown não pode ser usado em larga escala. É caro, difícil, raro e comporta um não desprezível risco de morte. "No entanto, ele nos diz que a erradicação do HIV nas células é possível, e a importância disso não pode ser subestimada", finalizou Warriner.
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Residente em Kampala, Uganda, David Cecil (foto) é um produtor britânico que dirige uma trupe de teatro e um centro cultural privado - e encontra-se preso no país africano. Motivo: desafiou uma das legislações mais homofóbicas do mundo e exibiu uma peça que trata do tabu da homossexualidade em solo ugandense, mesmo depois de previamente banida pelas autoridades, informou o jornal The Guardian no último fim de semana.
Intitulada O Rio e A Montanha, a peça, escrita pelo também britânico Beau Hopkins, aborda o destino trágico de um homem que assume ser gay. A peça, que além de atores, também conta com direção ugandense, foi exibida em diferentes salas em Kampala mês passado e discute as motivações por trás das tentativas de endurecer as leis antigays do país, já bastante severas.
Não precisa dizer que a história não agradou em nada ao governo. A peça não demorou a ser "analisada" pelo Conselho de Mídia de Uganda, que enviou uma carta ao produtor dizendo que a peça não deveria ser exibida até uma tomada de decisão - mas Cecil continuou a montagem. Resultado: foi preso sob duas acusações: ter produzido uma peça sobre homossexualidade "e montar a peça enquanto estava sob exame", confirmou um porta-voz da polícia de Kampala.
"Essa peça está justificando a promoção da homossexualidade em Uganda, e Uganda não acomoda causas homossexuais", disse o Ministro da Ética Simon Lokodo, ainda segundo o The Guardian, ao justificar o banimento da peça pelo Conselho de Mídia. Na época, David Cecil suspendeu a apresentação no Teatro Nacional, mas a manteve em dois teatros de Kampala.
O britânico deverá permanecer na cadeia até a próxima segunda-feira, quando um tribunal avaliará se pode sair sob fiança. Ativistas de direitos humanos da África e da Europa avaliam que a prisão do produtor tenha sido uma forma de intimidar o movimento pelos direitos gays em Uganda.
O país africano é um dos mais severos na condenação à homossexualidade. Atualmente, atos homossexuais são punidos com prisão perpétua, e há um projeto para instituir a pena de morte em casos de "recorrência", com parceiro HIV-positivo ou com um menor, que tem o apoio das igrejas evangélicas locais e do presidente Yoweri Museveni. Pressões dos Estados Unidos e países europeus que contribuem para o orçamento público do país, porém, têm adiado a votação. Discutir sobre a homossexualidade em Uganda, por sua vez, resulta em prisão de 7 anos. |
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